Quinta, 07 de Julho de 2022
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Sexta, 12 Novembro 2021 15:15

Chineses vão construir Marginal da Corimba por 3 bilhões de dólares

As obras de implementação do Projecto Urbano da Marginal da Corimba estão orçadas em cerca de 3 bilhões de dólares e serão financiadas, no seu global, pela empresa “China Road and Bridge Corporation” (CRBC), informou o representante da companhia chinesa em Angola, Yuan Chunkun.

O projecto, localizado na parte sul da baia de Luanda, no bairro Corimba, no distrito da Samba, vai ser implementado numa área de 255 hectares, dos quais apenas 40, em terreno já existente, e os restantes 215 serão obtidos com o aterro marítimo.

Falando à imprensa, à margem da cerimónia de assinatura de um memorando de entendimento entre a construtora chinesa CRBC e a Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX), o líder da empresa chinesa disse que os estudos de viabilidade estão na fase final.

Nesta conformidade, as negociações com o Governo angolano iniciam em Janeiro, em cumprimento com programa acordado neste protocolo de entendimento.

“A CRBC garante este investimento e o seu total financiamento, a partir da sua capacidade financeira, com a parceria dos bancos chineses”, explicou.

Segundo o programa de acções, as obras iniciam em Janeiro de 2023 e terão duas fases, com uma duração de 13 anos.

A primeira fase, esclarece Yuan Chunkun, vai durar três anos e será o período de realização do aterro marítimo, sendo que a segunda fase, com dez anos, servirá para a subsequente construção de todas infra-estruturas e acabamentos do projecto.

O Complexo Urbano da Marginal da Corimba, com características modernas, vai contemplar serviços públicos, escritórios comerciais de alto padrão, residências, hotéis, zonas de lazer e entretenimento, instalações culturais, desportivas, educativas e recreativas.

Por sua vez, o Presidente do Conselho de Administração da AIPEX, Henriques da Silva, disse que este projecto é totalmente de iniciativa privada, e que o Estado actua apenas como facilitador.

No entanto, considerou que este projecto contribuirá para atracção de novos investimentos privados para o país, bem como prevê assegurar 80 mil empregos.

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