UNITA e CASA-CE lamentam falta de referência a partidos políticos, CPLP e intolerância política
O discurso de posse de João Lourenço não foi presenciado pelos partidos da oposição, mas tanto a UNITA como a CASA-CE consideram que esteve “cheio de boas intenções”, mas lamentam não refeito referências aos partidos políticos, que também fazem partido do sistema democrático.
Relações entre os países estão tensas devido às investigações a figuras do regime angolano
O novo Presidente angolano, João Lourenço, excluiu esta terça-feira Portugal da lista de principais parceiros, no seu discurso de tomada de posse, sublinhando que Angola considerará todos que "respeitem" a soberania nacional.
No primeiro discurso como Presidente da República de Angola, que durou cerca de 50 minutos, João Lourenço recuperou as propostas governação que marcaram a campanha do MPLA às eleições gerais de 23 de Agosto, com destaque para o combate à corrupção e ao despesismo e para a aposta na juventude, na diversificação da economia e no investimento privado. A apresentação do novo Chefe de Estado ficou ainda marcada pela exclusão de Portugal da lista de parceiros mais importantes de Angola.
A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Federica Mogherini, disse hoje que o recente processo eleitoral em Angola é um "sinal claro" do compromisso do país com a democracia.
Presente na cerimónia de investidura de João Lourenço como Presidente da República de Angola, a empresária Isabel dos Santos deixou algumas dicas para o país ultrapassar o "período difícil" que atravessa "do ponto de vista económico".
Marcelo Rebelo de Sousa disse que a presença na tomada de posse de João Lourenço é um momento simbólico. O Presidente da República tinha sido criticado pelos ativistas angolanos, que continuam a afirmar que o Tribunal Constitucional favoreceu o MPLA.
Calcula-se que 150 mil portugueses, no mínimo, trabalhem em Angola e os dois países têm trocas comerciais fortíssimas, além de toda uma história comum de muitos séculos.
Por Vítor Rainho