Minutos depois do anúncio oficial da morte do ex-Presidente da República José Eduardo dos Santos, ocorrido esta sexta-feira, 08, em Barcelona, a agitação tomou conta das ruas da capital. No mercado do São Paulo o trânsito ficou congestionado por minutos e várias vendedeiras (zungueiras) gritavam e choravam "ai Zedú, ai nosso pai".
O antigo primeiro-ministro de Angola Marcolino Moco considerou que José Eduardo dos Santos foi "um grande estadista", que conseguiu manter a integridade territorial do país, no tempo da Guerra Fria, mas "falhou redondamente" na construção da democracia.
A Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA–CE), na oposição, manifestou hoje consternação pela morte de José Eduardo dos Santos, considerando que o maior feito do ex-presidente foi a “concretização da paz”.
O secretário do Presidente da República de Angola para o setor produtivo defendeu hoje que os filhos de José Eduardo dos Santos devem mostrar contenção e respeitar a memória do pai, elogiando a sua dimensão histórica.
A UNITA cancelou o comício que tinha previsto para sábado em Luanda devido à morte do ex-Presidente angolano e exprimiu sentimentos de pesar aos familiares e amigos de José Eduardo dos Santos.
O governo angolano criou hoje uma comissão do Estado para organizar a cerimónia fúnebre do ex-Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, que integra 11 ministros e a governadora de Luanda.
O jornalista angolano, Reginaldo Silva, elogiou o ex-Presidente angolano por ter alcançado a paz, mas lamentou que tivesse perdido a oportunidade de melhorar a vida dos angolanos e deixasse fugir os recursos públicos para bolsos privados.