O Procurador-geral da República de Angola disse hoje em Luanda que as ‘offshores’ não são proibidas e por isso não vê razões para se criar um alarido à volta do assunto sobre os “Documentos do Panamá”.
O director do Gabinete Técnico da Unidade de Investimento Privado (UTIP), Norberto Garcia, assegurou esta terça-feira, na capital do Cuando Cubango, que o governo angolano tem duas leis aprovadas pelo Executivo, sobre o branqueamento de capitais, para não permitir que os projectos sejam implementados com dinheiro ilícito.
Destacado dirigente histórico do MPLA e ex-primeiro-ministro da Angola, Marcolino Moco é hoje uma das vozes mais sonantes no país – e dissonantes publicamente em relação ao poder instituído. No seu último livro, propõe que o país substitua a “Constituição Eduardista de 2010”, um documento “chico-espertista” que considera um foco de tensões no país. Com um presidente menos todo-poderoso e maior representação étnica e regional, Angola teria a ganhar estabilidade e os parceiros internacionais deixariam de precisar de, com frequência, fazer o papel de “bombeiros”, defende.
O excesso de cargos no Governo angolano custa caro aos cofres do Estado, sobretudo, num momento em que o país enfrenta uma crise económica e financeira, a todos os níveis.
Oposição parlamentar diz nunca ter recebido qualquer documentação sobre as actividades do fundo
Deputado e secretário provincial da Unita revela incidentes no sábado, 23, em Cuando Cubango.
A subcomissão de candidaturas à presidência do MPLA, partido no poder desde 1975, ainda não recebeu nenhum processo, mas, segundo apurou o Novo Jornal, há vários membros da direcção interessados em entrar na corrida.