A queda drástica do preço do petróleo está a deixar Angola em graves dificuldades financeiras, pondo em risco os cerca de 200 mil portugueses que lá vivem e milhares de empresas nacionais que exportam para aquele país africano. As dificuldades não começaram agora, mas desta vez poucos duvidam de que estamos a assistir ao fim do El Dorado angolano.
Os partidos políticos angolanos da oposição parlamentar contestaram hoje (quinta-feira), em Luanda, a proposta de lei do registo eleitoral, aprovada na generalidade a 29 de Janeiro último.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) elaborou um plano, a pedido do ministro das Finanças angolano, para cortar na despesa do Estado relacionada com os subsídios aos derivados do petróleo, como os combustíveis.
O jornalista e ativista angolano Rafael Marques considera difícil evitar um "descalabro" em Angola. E acusa o Presidente José Eduardo dos Santos de não ter diversificado a economia, cada vez mais dependente do petróleo.