Quarta, 27 de Mai de 2026
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Quarta, 27 Mai 2026 10:47

Líder da UNITA defende tribunais independentes e eleições transparentes em África

O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, defendeu o reforço das instituições democráticas em África, sublinhando a necessidade de tribunais independentes, imprensa livre e eleições transparentes como pilares fundamentais para o desenvolvimento sustentável do continente.

Numa reflexão publicada na sua página oficial sob o lema “Há Soluções”, o líder da oposição angolana apresentou uma visão centrada na boa governação, na integração económica africana e no investimento estratégico em sectores considerados essenciais para o crescimento do continente.

“Precisamos de investir seriamente na educação, porque nenhuma nação se desenvolve na ignorância. Precisamos de industrializar as nossas economias para deixar de exportar apenas matéria-prima e importar pobreza”, escreveu Adalberto Costa Júnior.

O dirigente político defendeu igualmente a necessidade de apostar na agricultura, ciência, tecnologia e juventude africana, apontando estes sectores como motores de transformação económica e social.

“Precisamos de valorizar a agricultura, a ciência, a tecnologia e o talento da juventude africana. Precisamos de tribunais independentes, imprensa livre e eleições transparentes. Precisamos devolver o Estado ao cidadão”, destacou.

Na publicação, o presidente da UNITA criticou ainda a fragmentação económica do continente africano, afirmando que África “não pode continuar a ser um arquipélago de 55 ilhas isoladas”. Segundo Adalberto Costa Júnior, as barreiras alfandegárias e os mercados fragmentados continuam a limitar o crescimento económico e a circulação da juventude africana dentro do próprio continente.

O líder partidário apelou à aceleração da implementação da Área de Livre Comércio Continental Africana, defendendo a criação de corredores logísticos capazes de ligar o Oceano Índico ao Atlântico, como forma de fortalecer o comércio intra-africano e impulsionar a industrialização regional.

Para Adalberto Costa Júnior, a integração económica africana “não é uma opção, é um imperativo de sobrevivência”, considerando que o continente dispõe de uma oportunidade histórica para construir um mercado integrado com mais de 1,3 mil milhões de pessoas.

O presidente da UNITA concluiu defendendo que o futuro de África deve assentar na democracia, boa governação e conhecimento, princípios que considera essenciais para alcançar um desenvolvimento sustentável e inclusivo.

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