A CNE angolana pediu hoje ao Tribunal Constitucional (TC) para indeferir os recursos contenciosos da UNITA, Bloco Democrático (BD) e da coligação CASA-CE, "por falta de provas e sustentação legal", e que valide os resultados definitivos das eleições.
Ativistas angolanos apelaram hoje à recontagem dos votos e à não validação dos resultados das eleições de 24 de agosto pelo Tribunal Constitucional, anunciando manifestações “ininterruptas” caso não seja atendidas as suas reivindicações.
O jornalista angolano e analista político, Graça Campos, em referência aos pronunciamentos deste domingo 04, de João Lourenço, presidente do MPLA e candidato reeleito a presidente da República, segundo a CNE, observou que a mensagem colocou em causa o poder de decisão tanto da CNE quanto do Tribunal Constitucional.
A Autoridade Nacional de Inspeção Económica e Segurança Alimentar (ANIESA) angolana negou uma "subida significativa de preços" de produtos da cesta básica, sobretudo do frango e arroz, referindo que denúncias derivam de "ações de açambarcamento" de comerciantes.
O líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) começou hoje a publicar online cópias das atas assinadas das assembleias de voto, num momento em que o partido reivindica a vitória, contrariando a Comissão Nacional Eleitoral (CNE).
A UNITA anunciou hoje que o Tribunal Constitucional (TC) de Angola vai apreciar o seu pedido para que seja declarada a ineficácia da ata dos resultados eleitorais definitivos aprovada em 28 de agosto.
O Presidente João Lourenço enfrenta as tarefas hercúleas de consertar a economia de Angola e conquistar a sua juventude desiludida ao entrar no seu segundo mandato com um apoio dizimado, dizem analistas à AFP.
As Forças Armadas Angolanas estão desde hoje e até às 08:00 de 20 de setembro em “estado de prontidão combativa elevada” para evitar incidentes e “proporcionar a manutenção da defesa e segurança” após as eleições, sobretudo na província de Luanda
O Presidente do MPLA, João Lourenço, disse este domingo, em Luanda, que aguarda “serenamente” pela decisão do Tribunal Constitucional (TC), sobre os resultados definitivos das eleições gerais de 24 de Agosto.
Depois do falecimento de José Eduardo dos Santos, da novela entre a sua família e o seu sucessor, das eleições gerais e respetivos observadores, dos resultados provisórios, finais e sempre questionáveis, o assunto de Angola prepara-se para adormecer novamente na praça pública.