A vice-presidente do MPLA, partido no poder em Angola acusa a UNITA, na oposição, de querer assumir o poder ″de forma ilegítima. Num encontro com partidos que lutaram pela independência dos países africanos de língua portuguesa, nesta segunda-feira.
Apesar das sucessivas derrotas eleitorais, a UNITA nunca parou para assumir os seus próprios erros, preferindo sempre responsabilizar o MPLA por alegada fraude, uso de tecnologia ou até o registo de estrangeiros como eleitores.
Os salários de Julho foram liquidados até à última sexta-feira (28/07) e o Tesouro Nacional está engajado na regularização de outros compromissos do Estado, revelou esta segunda-feira, em Luanda, uma fonte do Ministério das Finanças.
Todos que acompanharam o processo eleitoral brasileiro de domingo, 30 de outubro de 2022, devem ter retirado com certeza, as devidas ilações comparativas em relação ao processo eleitoral angolano. Já se percebeu, que as motivações encontradas em cada um dos processos eleitorais, obedeceram a critérios completamente diferenciados um do outro.
Pela primeira vez na história política de Angola, a UNITA protagonizou algo inédito, contratacando o regime que se encontra percentualmente débil. Ė um feito que jamais se esquecerá por décadas. Angola, não será a mesma depois da formalização desse processo à Assembleia Nacional.
O governo angolano pagou em 2022, 362 mil milhões de kwanzas (438 milhões de dólares) de divida a credores com destaque para a Empresa Nacional de Eletricidade (Ende) e empresas chinesas, segundo um relatório do ministério das Finanças (Minfin).
A vice-presidente do MPLA, partido no poder em Angola, disse hoje que “a paz e a sua manutenção” continua a ser “um perene desafio” em alguns dos países africanos de língua portuguesa, que precisam “vencer e consolidar”.
O governo do MPLA terá que enveredar por outros caminhos que gerem fundos para uma mudança equilibrada de rumo, que sinalize investimentos efetivos e novas fontes para a chamada diversificação da economia.
A Associação dos Juízes de Angola (AJA) ameaçou acionar os meios jurisdicionais para reverter a nomeação de juízes de direito, como presidentes de comarcas, pela Comissão Permanente do Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ), alegadamente sem competência para o efeito.
"Venha o voto secreto, para eles [UNITA] levarem uma surra definitiva", disse o porta-voz do partido no poder em Angola, Rui Falcão, num ato político de massas realizado este sábado (29.07), em Luanda.