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Segunda, 31 Julho 2023 14:23

Manutenção da paz ainda é um desafio em alguns PALOP - MPLA

A vice-presidente do MPLA, partido no poder em Angola, disse hoje que “a paz e a sua manutenção” continua a ser “um perene desafio” em alguns dos países africanos de língua portuguesa, que precisam “vencer e consolidar”.

Luísa Damião falava hoje na abertura da reunião dos secretários-gerais do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) e Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), antigos movimentos de libertação.

Segundo a vice-presidente do MPLA, no atual contexto os desafios que se impõem continuam a ser enormes, o que exige uma maior concertação dessas formações políticas, maior cooperação e sinergias no plano da comunidade de países, para o alcance das metas comuns do desenvolvimento.

A paz e a sua manutenção nos nossos Estados continua a ser um desafio perene nalguns dos nossos países, que precisamos vencer e consolidar. É um repto que se impõe à comunidade de que fazemos parte, sobre o qual precisamos de continuar a trocar experiências para melhor conduzir os processos internos”, frisou Luísa Damião.

A dirigente do MPLA considerou fundamental que os laços existentes entre os cinco partidos “sejam constantemente fortalecidos por forma a se tornarem suficientemente capazes de influenciar, no plano da cooperação entre os Estados, agendas que permeiem relações bilaterais mutuamente vantajosas”.

“Somente com a paz podemos enfrentar os desafios da conjuntura atual de forma mais consertada e determinada”, disse.

Luísa Damião destacou que Angola realizou as suas quintas eleições em 2022, das quais saiu vencedor o MPLA e o seu líder, João Lourenço, lamentando que os resultados não tenham sido bem acolhidos pelos seus adversários políticos.

Pelo que tudo indica, esta realidade ainda não foi assimilada por alguns dos nossos adversários políticos, que tudo fazem para alcançar o poder a todo custo e de forma ilegítima, com atos de provocação e antipatrióticos improdutivos, e que nada abonam para o diálogo institucional saudável e desejável para o contínuo aprofundamento do Estado democrático de direito, do reforço da unidade e reconciliação nacional”, referiu.

​“Nós, o MPLA, fiéis aos mais altos anseios do povo angolano, defendemos a estabilidade, a paz e a democracia, a edificação de um país moderno, próspero, inclusivo e democrático. Estamos fortemente determinados e comprometidos com o respeito pela Constituição da República de Angola”, vincou​.

A número dois do MPLA salientou que o partido no poder em Angola desde a independência do país, em 1975, “tem vindo a levar a cabo um auspicioso processo de reformas políticas, económicas e sociais, que se consubstanciam na adoção de uma nova postura política na gestão da coisa pública e na construção de um ambiente político mais favorável à atração do investimento privado nacional e estrangeiro”.​

O combate a todo tipo de práticas lesivas ao Estado e aos cidadãos fazem parte da agenda do Governo, cujo foco é a contínua moralização da sociedade angolana. Com efeito, o Governo suportado pelo MPLA, em Angola, assumiu o combate à corrupção e à impunidade como uma das bandeiras centrais da governação”, frisou, ressaltando igualmente mudanças a nível interno do partido, entre as quais a paridade de género.

“Hoje, o MPLA tem 50% de homens e 50% de mulheres no seu Comité Central, e uma maior representatividade de mulheres e jovens nos demais órgãos. Este processo tem permitido igualmente acelerar o movimento de transição geracional interna, de forma estratégica e sustentada”, pelo que “a promoção de jovens quadros nas diferentes estruturas do partido é hoje uma realidade”, sublinhou.

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