O ministro de interior de Moçambique, Pascoal Ronda, classificou hoje como “grave” a situação das manifestações e paralisações convocadas pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane, dizendo que visam a “remoção dos órgãos democraticamente estabelecidos” através da instrumentalização dos jovens.
O ativista Mbanza Hanza acusou hoje o Governo angolano de ser “cúmplice” da Frelimo e da "fraude" eleitoral em Moçambique e garantiu contínuo apoio e solidariedade às manifestações nacionais naquele país até à “reposição” da verdade eleitoral.
Analistas políticos angolanos exortaram hoje as elites políticas do país a refletirem sobre os “preocupantes” protestos pós-eleitorais em Moçambique, defendendo diálogo, acordos intrapartidários e uma comissão eleitoral paritária para acautelar desconfianças e tensões.
A Organização Não-Governamental (ONG) moçambicana Plataforma Eleitoral Decide denunciou hoje que pelo menos seis pessoas morreram esta manhã na província de Nampula, norte, e outras nove ficaram detidas em Manica, centro, em confrontos entre manifestantes e polícia.
O professorde Relações Internacionais Cesário Zalata afirmou que “com a chegada de Donald Trump ao poder, abrese, novamente, um quadro de incertezas na intensidade da cooperação entre os Estados Unidos e Angola”.
O Governo de Angola quer posicionar o país como um dos grandes fornecedores africanos de gás natural liquefeito (LNG, na sigla inglesa) aproveitando os problemas enfrentados pela Nigéria para tirar vantagem no fornecimento à Europa e outros mercados.
O serviço de Investigação Criminal de Angola (SIC) deteve, na segunda-feira, um homem de nacionalidade egípcia e apreendeu 2.468 diamantes, bem como quantias monetárias em dólares e kwanzas, foi hoje anunciado.
A polícia moçambicana disse hoje que é preciso um "basta" às manifestações e paralisações, após o candidato presidencial Venâncio Mondlane apelar a novos protestos esta semana, referindo que são "terrorismo urbano" com intenção de "alterar a ordem constitucional".
A Lei da Probidade Pública em Angola obriga os titulares de cargos políticos, eleitos ou por nomeação, bem como os magistrados judiciais e do Ministério Público, gestores da administração local do Estado, das Forças Armadas Angolanas e de institutos, fundações ou empresas públicas a entregarem a declaração dos seus bens quando assumem os cargos à Procuradoria Geral da República (PGR) .
“Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas ilhas de Cabo-Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou, para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingimos o objectivo da luta”. Amílcar Cabral