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Quinta, 21 Dezembro 2023 19:41

UNITA critica João Lourenço por “atacar oposição democrática” com “discurso de ódio”

A UNITA (oposição) criticou hoje o Presidente angolano por “voltar a atacar, sem fundamento, a oposição democrática e patriótica”, com um discurso “desconexo e de ódio” quando disse que estas formações estavam a ser financiadas para derrubar o MPLA (poder).

O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, disse hoje, em conferência de imprensa, em Luanda, que, ao falar, segunda-feira, na abertura da reunião do Comité Central do MPLA, o Presidente angolano, João Lourenço, "como tem sido a sua praxe", voltou "a atacar, sem o menor fundamento, a oposição democrática e patriótica usando um discurso desconexo e de ódio".

"As farpas por ele lançadas não concorrem para estabelecer pontes de entendimento, num momento bastante crítico como o que Angola atravessa atualmente”, declarou.

Segundo o líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA, maior partido na oposição), os factos imputados à oposição pelo Presidente angolano e do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder) “não têm qualquer ponta de veracidade”, aludindo à afirmação de que os partidos da oposição se constituíram "em forças alegadamente financiadas para derrubar o Governo do MPLA em Angola”.

Segundo Costa Júnior, João Lourenço deixou "no ar a ideia de que tais forças são, para ele, no seu controverso léxico, (...) 'marimbondos'” – imagem associada aos políticos envolvidos em corrupção em Angola.

O Presidente angolano reafirmou, na segunda-feira, a “luta sem tréguas” contra a corrupção e denunciou que há “forças” que financiam pessoas, organizações e partidos políticos visando derrubar o MPLA, que está “verdadeiramente empenhado” na luta contra a corrupção.

João Lourenço, que discursava na abertura da quinta reunião ordinária do Comité Central do MPLA, assinalou as reformas e medidas em curso no país para o fortalecimento e diversificação da economia.

“Entre essas medidas realçamos o combate corajoso contra a corrupção e a impunidade, ameaça considerada há anos como o segundo maior desafio do país depois da guerra. Numa altura em que se comemorou, a 09 de dezembro, o Dia Mundial da Luta Contra a Corrupção, é oportuno reafirmar aqui perante o partido, que nos incumbiu de o fazer, a nossa determinação de levar este combate avante”, disse.

Em relação ao processo em curso de combate à corrupção, o também presidente do MPLA criticou “conhecidas forças retrógradas da (...) sociedade” angolana, que, “ao invés de aplaudir e encorajar as instituições engajadas nesta luta sem tréguas, preferem dizer que não se está a fazer nada”.

Este comportamento “visa distorcer a realidade dos factos enquanto ao mesmo tempo essas pessoas, organizações ou partidos políticos fizeram uma clara aliança com aqueles que durante anos utilizaram em grande escala o erário e bens públicos em benefício próprio”, e que, "hoje na tentativa de regresso ao passado dourado financiam a luta para derrubar o MPLA, partido político verdadeiramente empenhado na luta contra a corrupção”, declarou João Lourenço.

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