Quinta, 01 de Dezembro de 2022
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Terça, 02 Agosto 2022 13:07

MPLA desvaloriza mortos nos cadernos eleitorais e recorre a comparação com Portugal

O secretário do MPLA para os Assuntos Políticos e Eleitorais desvalorizou hoje a existência de mortos nos cadernos eleitorais e recorreu à comparação com Portugal para afastar riscos de fraude.

João Martins, que falava hoje em Luanda numa conferência de imprensa disse aos jornalistas que este “é mais um elemento que tem estado a ser empolado para tentar desacreditar o processo eleitoral”, respondendo às críticas dos partidos da oposição, em particular da UNITA.

O dirigente do MPLA salientou que, "em qualquer parte do mundo é difícil" retirar os mortos das listas e indicou que as listas atuais resultaram do cruzamento da base de dados do Ministério da Administração do Território que tem 9,3 milhões de eleitores e da base de dados do Ministério da Justiça que tinha mais de 11 milhões, incluindo 2,6 milhões de cidadãos que já tinham sido tirados por serem considerados presumivelmente mortos,

“Mas isso vai configurar alguma fraude? Não, o sistema tem uma série de elementos garantísticos”, frisou, dando o exemplo de Portugal que, até a década de 90 tinha uma base de dados de eleitores maior do que a de cidadãos nacionais por que não tinha retirado os mortos.

"Era um elemento que estava a descredibilizar a democracia em Portugal”, o que obrigou as autoridades a fazer uma maratona para para expurgar da base de dados os falecidos, indicou.

“Mas isso perigou ou tornou fraudulentas as eleições em Portugal?”, questionou, respondendo que se está a levantar um falso problema.

Para João Martins, são argumentos usados para descredibilizar e macular o processo.

“(Por isso) continuamos a dizer que quem quer ser poder tem de saber lidar com as instituições do Estado porque a descredibilização permanente destas instituições dá uma nota negativa a esses indivíduos", disse numa alusão implícita ao líder da UNITA Adalberto da Costa Júnior.

“Eles não servem para ser poder. Como querem ser poder se estão constantemente a descredibilizar as instituições do Estado que um dia vão liderar se vencerem as eleições”, atirou o responsável do MPLA, acrescentando que a “vantagem política eleitoral conquista-se pelo trabalho, com a veiculação de uma mensagem correta”.

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