Terça, 22 de Junho de 2021
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Contra todas as expectativas de há 12 anos, Angola continua a viver um saudável ambiente de paz e de reconciliação; nem mesmo os atropelos aos direitos constitucionais que se têm verificado, quer de quem está no poder, quer de quem faz oposição, significam que o objectivo principal, o de construção de um Estado efectivamente democrático, seja apenas mera retórica política.

"Ao longo da história do nosso país, o conceito de paz esteve sempre associado à ausência de guerra. O calendário nacional consagrou como “Dia da Paz”, o dia em que os militares assinalaram o calar das armas por via de um Acordo de papel.

Apesar dos grandes investimentos feitos, não há ainda resultados que permitam dizer que o nosso sector da Saúde já não está doente.

É política? Ok! Tudo bem! Mas como pode um país avançar se até o Presidente da República é quem resolve os problemas das zungueiras?

O ministro das Relações Exteriores esteve a palmo de pisar o risco ao pretender reformar diplomatas com mais de 65 anos, sem olhar para as categorias, mas terá sido aconselhado pelos Serviços de Inteligência a mando do Presidente da República, no sentido de não avançar com o projecto, sobretudo, em relação aos embaixadores com cartas plenipotenciárias.

A actual cultura de Terrorismo de Estado, instigada pelo presidente José Eduardo dos Santos em Angola, com vista a manter intactos os interesses do Clã dos Santos na nossa terra, é um autêntico crime, que já deveria levar o velho Dos Santos a caminho da renúncia da presidência de Angola, se os líderes Angolanos, incluindo os do próprio MPLA, tivessem entendido que afinal Angola há muito se democratizou, pelo menos teoricamente falando.

Na época de reunificação da Alemanha, fato contra o qual se bateu, Margaret Thatcher deixou escapar um desabafo numa reunião de líderes mundiais: “Lá vêm os alemães.”

Mais uma vez Bento Bento, JES e campainha limitada deixaram-me com os pelos arrepiados pelo discurso e as supostas acções a serem executadas pelo GPL sobre o “caso” Zunga em Luanda, essa historia de se reunir com as Zungeiras depois dos “revus” ameaçarem realizar uma “manif” não sei se foi a melhor solução, sinceramente me parece mais uma acção paliativa como tem sido da praxe cá entre nós, do que uma acção consentânea que traga resultados práticos, porque mais do que reunir-se com as zungeiras para “refrear” uma Manif, deviam-se sim é evitar que esses vândalos que têm mais musculo do que cérebro, que reduzem a sua autoridade no poder do chicote e da arma que se dizem ser fiscais que não fiscalizam nada e sim roubam e usam abusivamente a força fossem a rua bater nas senhoras.

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