A revelação dos documentos do Luanda Leaks criou um forte dano reputacional a Isabel dos Santos, que até recentemente era uma espécie de princesa de Angola. O caso tem um grande impacto em Portugal e em importantes empresas nacionais onde é acionista de referência.
A Polícia Judiciária (PJ) de Portugal acredita que Rui Pinto pode estar na origem da divulgação de dados relativos ao processo Luanda Leaks.
O investigador angolano Francisco Maiato Gonçalves acredita que a legislação que regulamenta a caça "ainda é colonial" e "já não se adequa aos tempos atuais", sendo necessária uma revisão para evitar a extinção de espécies.
O cenário poderia ser paradísico: uma ilha de areia clara bordejada de palmeiras, frente à marginal de Luanda, um espelho de água onde volteiam algumas aves, a placidez silenciosa das embarcações de pesca.
De acordo com a lei angolana, um retorno de capitais voluntário por parte de Isabel dos Santos poderá servir como circunstância atenuante num eventual julgamento. Quem o explica é Hélder Pitta Gróz, procurador-geral da República de Angola, que em entrevista à RTP contou ainda o que foi discutido durante o seu encontro com a homóloga portuguesa na quinta-feira.
O analista da Economist Intelligence Unit (EIU) que segue a economia de Angola considerou este sábado em entrevista à Lusa que "vai ser difícil" às autoridades levarem a empresária Isabel dos Santos a julgamento em Luanda.
O ataque pirata de que foram alvo os sistemas informáticos da petrolífera Sonangol causou a destruição ou o desaparecimento de documentação interna.
A 23 de Janeiro do ano em curso, o cidadão Francisco Yoba Capita foi informado de que não podia sair de Angola por força de uma ordem de restrição emitida pelo Procurador da República José Matamba Armando, que o fez sob orientação do Procurador-Geral Adjunto da República Beato Paulo, o qual recusou-se a receber o empresário e a esposa, quando, na tarde do mesmo dia, dirigiram-se ao seu gabinete.
Gonçalo Canga deverá ainda pagar uma indemnização de Kz 5 milhões e uma taxa de justiça de 50 mil. O julgamento terminou com um tumulto protagonizado pela família do réu. A defesa discorda da pena e vai interpor recurso.
Muito cedo a comunidade angolana residente na Alemanha notou uma grande falta de capacidade intelectual e profissional desta nova embaixadora de Angola neste país de nome Balbina Da Silva.