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Sábado, 25 Janeiro 2014 12:01

Palavras de Sabias de Lopo do Nascimento demonstram que o MPLA pode democratizar-se caso JES o permita

O presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, está a cada dia que passa, mais e mais, obrigado pelos seus próprios correligionários, a abandonar definitivamente os resquícios do partido único, teimosamente mantidos, no interior do seu partido, o Movimento Popular de Libertação de Angola, MPLA.

Para o efeito, Lopo Fortunato do Nascimento acaba de entrar na história mais recente de Angola como, provavelmente dos poucos líderes do MPLA, que acaba de deixar a vida política activa, de cujo o legado é verdadeiramente invejável, no MPLA.

De facto, não costuma ser tão fácil em África assistirmos a líderes, partidários ou governamentais a terem que deixar o poder (de graça).

Especialmente, quando se tratam de líderes de um país como Angola, onde os dólares jorram dos bolsos dos políticos ou executivos do governo daquele país, como se fosse autêntica água.

Porém, esta coragem única do compatriota Lopo, que agora acaba finalmente de pendurar, merecidamente, as suas luvas, saindo voluntariamente do ringue de combate, a favor dos mais jovens, tal coragem deve ser muito bem sublinhada e guardada para a história de Angola, com letras de ouro.

De resto, quantos e quantos líderes do MPLA, incluindo o próprio presidente JES, que vezes sem conta já afirmaram que andam já há muito tempo no poder, mas que, paradoxalmente, parece não quererem de facto partir?

Se for verdade que, para o presidente JES, está difícil tomar coragem de dizer publicamente aos povos de Angola, da África e do mundo, que ele vai mesmo partir; a verdade é que soluções mágicas ou divinas não faltam para o efeito.

Por outras palavras, o que sempre tem faltado mesmo é a falta de vontade política do presidente JES, com vista a ganhar a humildade e coragem para juntar as suas coisas do seu palácio, e ir tranquilamente para sua merecida reforma.

Na minha opinião, em África, até os sobas poderiam logo buscar uma solução para que o presidente de Angola descanse e trate da sua saúde tranquilamente, sem que ninguém o insulte mais, sempre e quando haja a humildade e vontade política necessária para o efeito.

De facto, voltamos outra vez à mesma conversa.

É urgente o início de um diálogo de concertação nacional em Angola, com todas as forças vivas da Nação, com vista a que todos, absolutamente todos, nos sentemos em uma só mesa - mas só entre Angolanos.

Nunca mais estrangeiros na nossa mesa e, se possível, que chamem o proeminente Bispo da Cidade do Cabo, na África do Sul, porque ainda está vivo, o veterano Reverendo Desmont Tutu.

O Bispo Tutu já salvou o seu país, a África do Sul, de uma situação muito pior que o do Calvário Angolano, razão pela qual, o Bispo Tuto tem sim boas lições para dar-nos, em Angola.

Porém, é preciso e absolutamente necessário que haja vontade política por parte do presidente JES.

Porque não vejo, pessoalmente, dificuldades aos líderes da oposição ao seu regime em Angola em sentarem-se juntamente com o presidente JES, na mesma mesa, e conversar francamente de forma a que todos mutuamente se perdoem, e logo almocem ou jantem juntos, e criem uma merecida comissão de verdade e de reconciliação nacional; e assim, borrar-se de uma vez por todas as teimosas cicatrizes do conflito Angolano, de cujas as raízes seriam, ao mesmo tempo, removidas definitivamente.

Posto isso, é imprudente ao presidente jes cogitar medo para abraçar o perdão mútuo em angola quando aqueles, que durante 27 anos crucificaram Nelson Mandela na áfrica do sul, não alegaram medo para aceitarem o perdão, de Mandela no país vizinho de angola.

Além disso, a guerra em angola não foi feita só por JES; é preciso também que haja coragem, e se diga isso se quisermos o perdão mútuo na nossa terra, porque esse já não é mais o momento para acusações e acusações.

Continuo a sublinhar que esse é apenas o momento único para a reconciliação entre todos nós em angola.

Acabaram os mediadores em angola - até porque muitos quiseram fazê-lo, mas só encontraram a morte como preço injusto para a paz em angola.

Agora somos nós mesmos a ter que fazê-lo.

E repito: o deus supremo de angola está agora dizendo a angola que esse é o momento e que não haverá outro. Para frente é o caminho.

Só que, a única coisa que falta em angola é que as autoridades angolanas permitam que a igreja angolana intervenha neste processo, para convencer a todos em angola de que não houve vencidos, nem vencedores, neste verdadeiro crucifixo a que todos estamos verdadeiramente mergulhados, incluindo o presidente jes que nunca pode sair à rua sem ser guardado a ferro e fogo, quando há muito já deveria ter tempo para desfrutar tranquilamente dos seus netos, etc.

É preciso que se diga em angola, e tal como o aflorou o veterano lopo do nascimento, angola não pertence a nenhum partido político, porque ela é pertença de todos. E que, de facto, necessita-se de construir a nação.

O quanto é extremamente perigoso e verdadeiramente arriscado continuarmos mergulhados nesta autêntica hipocrisia nacional, onde todos sabem que temos amigos e/ou irmãos no governo, mas fingimos que não os conhecemos em muitos casos, e no meu caso particular, quantas vezes já fui acusado de yank, etc., que ninguém pode visitar-me, porque pode ser acusado de lidar com agente da Cia, etc.?

Quanta hipocrisia, não é compatriota? Mas, paradoxalmente, em Luanda é muito bonito andar num bom Toyota Tundra vindo dos EUA, etc., mas contactar Orlando Fonseca nos EUA é falar com um Yank da CIA!

Quê isso amigos? Brincadeira, assim diria o Brasileiro. Agora Sim Já Chega, e Chega Mesmo!

É preciso que se diga aqui também, e com bastante substancia, que O PRESIDENTE JES, DEVE CONSIDERAR IMEDIATAMENTE UMA AMNISTIA PARA TODOS OS EVENTUAIS CRIMES, QUER SEJAM DE INFORMAÇÃO, ECONÓMICOS E OUTROS.

Porque não é justo, e muito menos prudente, vivermos situações caricatas, como o anúncio verdadeiramente injusto da eminente prisão de Sebastião Martins, quando a procuradoria, no fundo no fundo deveria, numa situação em um país normal, também ouvir a presidência da República, para investigar com desejada e merecida neutralidade do ministério público, sobre quem teve ou não teve culpa sobre as mortes de Kassule e Kamulingue.

É por isso que o diálogo incisivo, consistente, sólido e que produza a desejada reconciliação real em Angola, é urgentemente necessário.

O meu apelo particular ao presidente JES é que S. Exa, o presidente da República de Angola, nos escute como fazedores de opinião de que o pronunciamento público do veterano do seu partido, Lopo do Nascimento, deve servir para o Senhor presidente um verdadeiro aviso à navegação de que as coisas no MPLA já não caminham a favor do presidente da república (que, como dito anteriormente, já anda há muito tempo no poder, em Angola).

Na minha pobre opinião, o presidente JES deve mesmo fazer algo para sair desta difícil situação em que está mergulhado, primeiro dentro do seu próprio partido já para não falar da situação estaca zero a que JES se encontra com a oposição ao seu regime em Angola.

E repito, para S. Exa JES, esse é o momento; não haverá outro.

Sim, é esse o real e verdadeiro momento, quando até os Estados Unidos da América dos Norte estão a fazer um autêntico convite aos governantes de Luanda para virem a Washington DC, em Agosto próximo, para uma cimeira de 47 chefes de estados Africanos.

Que mais pode esperar JES para sair logo desse dilema sem fim e ir cuidar merecidamente dos seus netos e ou da sua saúde?

Pessoalmente, na situação do presidente JES, chamaria hoje mesmo Isaias Samakuva, Abel Chivukuvuku, Sediagani Mbimbi, Lucas N'gonda e Ngola Kabangu, o conselho Angolano dos Evangélicos de Angola, a Igreja Católica e todas as forças vivas da Nação, na presença do Bispo Tuto, e terminaria já com esta triste e penosa conversa Angolana sem fim.

Voltando à vaca fria, o legado do veterano Lopo fica agora a repousar nos anais da história recente de Angola, escrita de uma maneira verdadeiramente indelével e, oxalá, que mais e mais líderes Angolanos, incluindo os da Oposição, também sigam o mesmo exemplo; sendo que temos muitos da oposição que também anda há muito tempo no poder e que, por isso, aproveitem e sigam o exemplo do mais velho Lopo, que me faz Lembrar o proeminente Ex-presidente da República do Senegal, e professor da Universidade de Paris-Franca, Leopoldo Sedar Senghor.

Que Deus abençoe Lopo do Nascimento, Angola e os seus povos.

Orlando Fonseca

Analista Político

Miami Florida

 

USA.

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