Já passámos pela época da afirmação e solidificação de um povo que acreditava ser dono do seu próprio destino. Após essa conquista, o passo seguinte deve ser o desenvolvimento económico.
A cada desafio surgem novos actores, mas o objectivo permanece: construir uma Angola próspera para os Angolanos
2 - O Desejo Coletivo de Bem-Estar
É notório que todos os angolanos querem o bem-estar de Angola e dos seus cidadãos. Isso está expresso nos rostos e nas reclamações diárias — vindas de parlamentares, políticos, comentadores, polícias, forças armadas, professores, estudantes, vendedores ambulantes, cantores, operadores, desportistas, jornalistas… Todos nós almejamos uma vida melhor e melhores condições de trabalho.
O que nos impede de atingir essa meta é a falta de implementação da visão que já temos: uma Angola para os Angolanos.
3 - O Valor do Capital Humano
Apesar de termos talento, finanças, território e consumidores, ainda paira entre nós o espírito de desconfiança, herdado pelas circunstâncias da conquista da independência e dos desafios da liberdade.
Isso ainda trava a implementação da nossa visão colectiva.
A valorização do capital humano é indispensável para alcançar o desenvolvimento. Sem ela, não conseguiremos transformar potencial em realidade.
4 - Princípios de Convivência e Construção
- Apoiar quem traz ideias positivas e ganhos colectivos. - não importa quem ele seja.
- Não acusar sem provas: todos gozamos da presunção de inocência.
- Não usar fracassos alheios como desculpa para negar ajuda.
- Dar o benefício da dúvida, permitindo que o outro mostre o que sabe.
- Optar sempre pela confiança que constrói, e não pela desconfiança que destrói.
- Usar a dúvida como reflexão e prudência, não como barreira ao crescimento colectivo.
- Respeitar a lei, pois ela é a expressão mais justa para alcançar o bem-estar comum.
5 - Observador da Angola Profunda
Sou observador desta Angola profunda. Sob orientação de meu pai, de feliz memória, aprendi com os mais velhos fazendo perguntas e bebi da história directamente dos seus percursores.
Estudei o antes e o depois da independência, falei com alguns percursores como meu pai Tomás Alberto (in memoriam), meu tio Horácio Cumandala (in memoriam), meu tio-sogro Zeca Moreno, kota Carlos Lamartine, Dr. Cristiano Neto, entre outros...
O que não me foi dito, aprendi em livros e documentários.
Essa observação permitiu-me analisar:
- 1ª Geração: a que preparou as bases para a luta e conquista da independência.
- 2ª Geração: que proclamou a independência, filhos da primeira.
- 3ª Geração: a minha, que projecta a próxima etapa.
- 4ª Geração: a dos nossos filhos, que deve colher os frutos.
6 - Indústrias e Oportunidades
Angola tem tudo o que precisa:
- Cantores podem criar a indústria da música.
- Desportistas podem criar a indústria do desporto.
- Empresários digitais podem criar a indústria digital.
- Fazedores de cinema podem criar a indústria do cinema.
- Humoristas e palestrantes podem criar a indústria do humor.
Apenas devem mudar a forma como fazem as coisas. É preciso olhar para os desafios como oportunidades, e não como problemas.
Cada angolano pode ser acionista ou dono destas indústrias.
Os estrangeiros trazem o dinheiro e a tecnologia, cabendo aos Angolanos, em defesa do interesse nacional, com patriotismo, definir o que para si é estratégico para o desenvolvimento e aproveitar às oportunidades que se lhe oferecem respeitando o princípio da parceria com base na reciprocidade de interesses.
A visão nasce da observação constante e estudos aprofundados, tentativas e erros, que infelizmente nem todos conseguem atingir tal nível, muito menos estão dispostos a passar por tal experiencias.
- O Valor Estratégico do Angolano
Para nos confundir, dizem que nos falta know-how, para desvalorizar o nosso capital humano. Mas já temos provas claras de compromisso com Angola e os Angolanos.
Precisamos projectar Angola a curto, médio e longo prazo. As indústrias de consumo interno são estratégicas": nelas está escondida a nossa *liberdade económica. Basta um angolano dar-se bem para inspirar os outros.
Angolano, não se esqueça: pelo facto de nasceres aqui, tens o privilégio de seres dono de tudo. Tu és um activo estratégico para a soberania nacional.
Por: Tomás Alberto

