A UNITA, o PRS e a FNLA classificam como “um cancro” os recentes escândalos de desfalque na Administração Geral Tributária (AGT), que envolvem desvios de elevados montantes financeiros e expõem fragilidades significativas nos mecanismos de fiscalização e na gestão pública em Angola.
A Administração Geral Tributária (AGT) identificou uma nova fraude financeira superior a mil milhões de kwanzas, envolvendo vários funcionários da instituição e um contribuinte, num esquema que terá permitido o desvio de fundos do sistema financeiro nacional.
A Administração Geral Tributária (AGT) apresentou denúncias junto dos órgãos de investigação criminal contra vários dos seus próprios funcionários, por suspeitas de envolvimento em esquemas de fraude que terão lesado o erário público em cerca de mil milhões de kwanzas.
O Tribunal da Comarca de Luanda anunciou, na noite desta quarta-feira, a decisão final de um dos mais mediáticos escândalos financeiros do país, aplicando à maioria dos arguidos penas de prisão efectiva entre três e nove anos e seis meses.
O caso do processo “AGT”, que entra na sua fase final dentro de poucos dias, pode ganhar novos desenvolvimentos após o Ministério Público (MP) solicitar a abertura de um processo-crime contra o presidente do Conselho de Administração da Administração Geral Tributária (AGT), José Leiria, que depôs como testemunha no julgamento.