O líder suspenso da UNITA, oposição angolana, disse hoje, em Luanda, que o acórdão do Tribunal Constitucional, que anulou o XIII congresso do partido, está desprovido de fundamento jurídico-legal "e remete para um arranjo político" para a sua destruição.
De vários quadrantes da comunicação social, pedem-me, como jurista que sou, para avaliar o conteúdo e o circunstancialismo técnico-jurídico do “acórdão” que “anulou” o último Congresso ordinário da UNITA.
Organizações juvenis de partidos políticos e da sociedade civil angolana anunciaram hoje a realização de uma série de manifestações em Angola, a partir de 16 de outubro, contra o “retrocesso da frágil democracia” e “violações sistemáticas da Constituição”.
Estudo do Afrobarómetro mostra ainda que quatro em dez angolanos consideram que a luta contra a corrupção é um pretexto do Presidente João Lourenço para afastar adversários políticos.
O presidente da UNITA, Adalberto da Costa júnior disse hoje que o congresso que o elegeu é “inatacável”, acusando o MPLA de estar “desesperado” perante a perspetiva de perda do poder e está a manipular “sem limites” as instituições.
O Tribunal Constitucional angolano, após mais de 48 horas, desde a divulgação, pela TV Zimbo, da alegada anulação do Congresso da UNITA, deu esta quinta-feira, 07 de Outubro o rosto para fazer passar a sua mensagem sobre a impugnação do oitavo (VIII) Congresso que elegeu Adalberto Costa Júnior, presidente do referido partido.
O jornalista angolano José Gama considera que a decisão do Tribunal Constitucional de anular o congresso da UNITA, que elegeu Adalberto Costa Júnior como líder do partid,o revela um tribunal "totalmente politizado".