O presidente da UNITA (oposição em Angola) afirmou-se hoje “absolutamente tranquilo” quanto ao alegado acórdão do Tribunal Constitucional (TC) angolano, que supostamente anula o seu mandato, lamentando “interferências nos órgãos judiciais” e questionando o “estranho silêncio” das autoridades.
Tchizé dos Santos, afirmou que desde o governo de João Lourenço, ninguém consegue registar sequer um partido político para fazer-lhe oposição, porque o Tribunal Constitucional não autoriza, mas impede, numa altura em que o MPLA obstrui e boicota qualquer tentativa de criação de novos partidos políticos e persegue os políticos e membros da sociedade civil que tenham força para fazer oposição ao regime.
Três forças anti-MPLA tentam unir forças para facilitar a alternância democrática. Travão judicial pode acabar por reforçar o descontentamento popular
Multiplicam-se as reacções à notícia avançada em Angola na terça-feira, 5, pela imprensa pública sobre a anulação da eleição do presidente da UNITA, principal partido da oposição, Adalberto Costa Júnior.
O pastor da Igreja Pentecostal, Apóstolo Sadrak Manuel Lufuankenda, comentando sobre o caso de suposta anulação pelo Tribunal Constitucional, do XIII Congresso da UNITA, disse que inúmeros líderes imperiais, caíram por causa de seus próprios erros.
A anulação da eleição do presidente da UNITA no congresso de 2019 decidida pelo Tribunal Constitucional (TC) vai aumentar a popularidade de Adalberto Costa Júnior e provocar um clima de solidariedade nacional para com o líder do principal partido da oposição, segundo analistas ouvidos pela VOA.
O secretário-geral do parlamento angolano defendeu hoje que todos os deputados “têm igualdade de direito” no acesso aos órgãos de comunicação social, devendo os jornalistas abster-se de "fazer juízos de valor em relação à ação destes”.