O porta-voz do Movimento Popular de Libertação de Angola reafirmou hoje a intenção do partido em avançar com a criação de autarquias no próximo mandato, num momento em que a oposição ganhou a província de Luanda nas eleições gerais.
O antigo primeiro-ministro Marcolino Moco, que declarou o seu apoio à UNITA nas eleições de 24 de Agosto, disse que a "derrota copiosa" e aceite pelo "sistema em Luanda não se deve à "coitada" da Covid-19 ou ao desempenho de alguns dos dirigentes do MPLA, mas sim ao excessivo centralismo da capital.
O porta-voz da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) anunciou esta sexta-feira que o órgão que realiza o processo eleitoral rejeitou uma queixa da UNITA (oposição angolana) sobre a divulgação dos resultados, por não estar de acordo com a legislação.
A CASA-CE vai interpor recurso junto do Tribunal Constitucional (TC) no sentido da impugnação dos resultados das eleições angolanas de 24 de agosto, considerando-os “de longe fraudulentos” e “gravemente” lesivos da “verdade eleitoral”, anunciou o partido numa nota.
As cerimónias fúnebres do antigo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, começam este sábado, na Praça da República, em Luanda.
A Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral- CASA-CE, o Partido Nacionalista para Justiça em Angola (P-NJANGO) e a APN, que não conseguiram eleger qualquer deputado nas eleições gerais de 24 de Agosto, continuam formações políticas reconhecidas pelo Tribunal constitucional (TC), por terem atingido, respectivamente, 0,75, 0,48 e 0,48% de votos.
O porta-voz do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) minimizou as queixas da oposição sobre os resultados eleitorais e prometeu melhorar a governação do país após a perda de 25 deputados na Assembleia Nacional.
Juristas ligados a associações cívicas angolanas advertem para a existência de uma janela legal para eventuais processos de impugnação das eleições em Angola, pela enorme quantidade de vícios e irregularidades do processo, como nomes de mortos nos ficheiros, o não cumprimento da lei orgânica sobre as eleições gerais e a não publicação das listas provisórias de eleitores.
O Departamento de Estado americano alertou nesta quinta-feira, 25, aos seus cidadãos para a possibilidade de mais protestos nos próximos dias em Luanda, à medida que são divulgados os resultados das eleições, um dia depois de o Governo dos Estados Unidos ter elogiado o povo angolano “pela sua participação no processo democrático”.
O MPLA venceu hoje as eleições gerais de Angola com 51,07%, seguido da UNITA com 44,05% dos votos, divulgou a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) de Angola, quando estavam escrutinadas 97,3% das mesas de voto.