Angola manteve a tendência dos últimos anos no combate à corrupção, subindo para o 116.º lugar no Índice de Perceção da Corrupção, alcançando 33 pontos numa escala que vai dos zero aos 100, segundo um relatório hoje divulgado.
O Presidente angolano, João Lourenço, alertou hoje para os problemas em África, em particular os conflitos armados que agravam a fome, provocam migrações forçadas, aumentam o desemprego e afastam os investidores estrangeiros.
Os dirigentes do projeto político PRA-JA Servir Angola criticaram hoje a repressão de que foram alvo numa tentativa de marcha no passado sábado, sublinhando que não são uma organização ilegal e que a democracia angolana “é de fachada”.
O presidente da Associação Justiça, Paz e Democracia (AJPD) aconselhou hoje os promotores e manifestantes de duas marchas reprimidas pela polícia no sábado, a apresentarem queixa contra aquele órgão do Ministério do Interior.
A UNITA, oposição angolana, confirmou hoje ter sido notificada pela Comissão Nacional Eleitoral, há mais de um mês, e ter “prontamente” suprido as lacunas apontadas nas contas das eleições de 2022, reafirmando que tudo fez “à luz da lei”.
O Serviço de Investigação Criminal (SIC) angolano deteve um polícia, que acusou, numa denúncia pública, oficiais superiores daquele órgão do Ministério do Interior de estarem envolvidos em tráfico de droga.
O ativista angolano Geraldo Dala disse hoje que Angola “infelizmente não é um país democrático” e que a polícia atua a “reboque das ordens superiores”, criticando as agressões a manifestantes que pretendiam “marchar pela liberdade”, no sábado em Luanda.
O Conselho Nacional do Bloco Democrático (BD) elegeu Nelson Guerra Pestana vice-presidente, em substituição de Justino Pinto de Andrade, que suspendeu a militância activa.
O advogado dos ativistas angolanos “Tanaice Neutro” e "Luther King" criticou hoje a manutenção da prisão dos seus clientes, um dos quais condenado a pena suspensa e outro em fase de julgamento, mas detido há mais de um ano.
O centro de pesquisa sobre Angola CEDESA admite que o país corre riscos de se tornar uma "anocracia", onde a probabilidade de guerra civil cresce, se não fizer reformas profundas, começando por uma nova Constituição.