Nos 40 anos da independência de Angola, que se comemoram esta quarta-feira, o primeiro chefe do Governo de Luanda faz inúmeras revelações sobre as relações com Cuba e a União Soviétiva e fala dos acontecimentos do 27 de Maio
O escritor, um dos rostos da luta pela democratização de Angola, diz, em entrevista à Renascença, que José Eduardo dos Santos já não tem dinheiro para calar a contestação. "Não tem alternativa: ou insiste neste percurso e vai acabar mal ou percebe que só sobreviverá abrindo o caminho à democracia".
É um país que não atravessa o seu melhor momento que está em festa. O foco estará no Presidente, que está há 36 anos no poder.
Um objeto desconhecido vai cair na Terra na próxima sexta-feira, no oceano índico (perto do Sri Lanka), admitindo os cientistas que se trate de um pedaço de lixo espacial.
O Presidente angolano aludiu hoje à "ingerência" em assuntos de soberania para sublinhar que "na política não vale tudo" e assumir que se deve dar oportunidades à juventude, além de recusar críticas de corrupção no país.
A Amnistia Internacional considera que a repressão e os abusos dos direitos humanos, como as recentes detenções de ativistas, vão manchar as comemorações dos 40 anos de independência de Angola.
MENSAGEM À NAÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS, PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE ANGOLA, POR OCASIÃO DO 40º ANIVERSÁRIO DA INDEPENDÊNCIA NACIONAL
Luvualu de Carvalho apresentou-se em Lisboa com o título de embaixador itenerante de Angola e já apareceu em diversos canais televisivos a tentar explicar a manutenção na prisão dos 15 jovens angolanos detidos depois de discutirem um livro e que irão ser julgados no próximo dia 16. Desenvolveu numa dessas suas intervenções a tese de que os jovens estavam a planear acções de rua que levassem a NATO a intervir em Angola.
Rafael Marques considera que o Presidente angolano planeia recandidatar-se, estando a levar a cabo um "massacre para renovar o poder pela via da violência" e a "minar as bases do Estado para uma transição pacífica".