O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, negou nesta sexta-feira (1º) ter agido de forma desonesta num escândalo sobre gastos indevidos do Estado na sua residência particular, depois de uma incisiva decisão judicial ter provocado pedidos para que ele renunciasse.
A primeira onda de choque da condenação dos 17 jovens activistas em Angola foram estragos diplomáticos, que o regime está a tentar conter. Na quinta-feira, foi a vez dos Estados Unidos dizerem que está em causa a liberdade no país. A segunda onda de choque serão manifestações de rua, nos próximos dias.
O ministro dos Negócios Estrangeiros rejeitou que a posição da diplomacia europeia quanto à condenação de 17 activistas em Angola represente uma ingerência nos assuntos internos daquele país, classificando-a como sinal de empenho nos direitos humanos.
Rafael Marques tem escrito no Maka Angola uma série de reportagens chocantes e impressivas sobre asatrocidades cometidas nos hospitais e que revelam a realidade assustadora do sistema público de saúde em Angola.
A CASA-CE, na oposição, convocou os angolanos para uma vigília no dia 4 de Abril, “dia consagrado à conquista da paz”, em solidariedade aos 17 activistas condenados na passada segunda-feira.
Após os apelos nacionais e internacionais sobre a condenação dos 17 activistas de 2 à 8 anos de prisão efectivas, várias movimentações se registam em Angola com objectivo de pressionar a libertação dos 17 condenados.
A condenação dos jovens activistas angolanos não foi uma surpresa. Todos aqueles que acompanham a realidade angolana sabiam que se estava a escrever uma página triste da História do Poder Judicial angolano. Toda a gente sabia que se estava perante um julgamento político e que a sentença sempre seria política e, necessariamente, um motivo de vergonha para a Justiça angolana, tal como o são, para sempre, as sentenças dos tribunais plenários portugueses do antes do 25 de Abril.
Os Estados Unidos consideraram que as "duras" condenações aplicadas aos ativistas angolanos são uma ameaça à liberdade de expressão e apelam ao Governo de Luanda à defesa dos direitos constitucionais dos cidadãos
A diplomacia angolana avisou hoje os diplomatas da União Europeia (UE) acreditados em Luanda que não volta a aceitar "ingerências" nos assuntos internos, classificando a recente declaração daqueles embaixadores sobre a condenação de 17 ativistas como uma atitude "inamistosa".
Os votos de condenação à situação vivida pelos 17 activistas angolanos recentemente condenados a penas de prisão apresentados pelas bancadas do PS e do BE foram chumbados com os votos contra do PSD, CDS e PCP.