A condenação dos jovens activistas angolanos não foi uma surpresa. Todos aqueles que acompanham a realidade angolana sabiam que se estava a escrever uma página triste da História do Poder Judicial angolano. Toda a gente sabia que se estava perante um julgamento político e que a sentença sempre seria política e, necessariamente, um motivo de vergonha para a Justiça angolana, tal como o são, para sempre, as sentenças dos tribunais plenários portugueses do antes do 25 de Abril.
Os Estados Unidos consideraram que as "duras" condenações aplicadas aos ativistas angolanos são uma ameaça à liberdade de expressão e apelam ao Governo de Luanda à defesa dos direitos constitucionais dos cidadãos
Luanda - O Consulado Geral de Angola no Porto foi vandalizado na última segunda-feira por um grupo de cidadãos portugueses não identificados, de acordo com uma nota da missão consular, a que a Angop teve hoje acesso.
A diplomacia angolana avisou hoje os diplomatas da União Europeia (UE) acreditados em Luanda que não volta a aceitar "ingerências" nos assuntos internos, classificando a recente declaração daqueles embaixadores sobre a condenação de 17 ativistas como uma atitude "inamistosa".
Os votos de condenação à situação vivida pelos 17 activistas angolanos recentemente condenados a penas de prisão apresentados pelas bancadas do PS e do BE foram chumbados com os votos contra do PSD, CDS e PCP.
A diplomacia angolana tinha avisado hoje os diplomatas da UE acreditados em Luanda que não volta a aceitar "ingerências" nos assuntos internos
O Movimento Revolucionário está a convocar para dia 9 de Abril uma manifestação para exigir a libertação imediata dos presos políticos e a destituição do Presidente José Eduardo dos Santos.
Falou-se muito das relações entre Portugal e Angola, e, como sempre, confundindo-se completamente conceitos e palavras-chaves sobre a matéria.
O embaixador itinerante de Angola, Luvualu de Carvalho, considerou que a sucessão do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, não vai provocar cisões no MPLA, partido no Governo.
O embaixador itinerante de Angola, Luvualu de Carvalho, afirma que existem muitas oportunidades para os portugueses que queiram investir ou trabalhar em Angola, mas reconheceu que «as condições já não são as mesmas».