A CASA-CE, segunda força da oposição angolana, acusou hoje o MPLA de ter "perdido a capacidade" para "colocar um travão aos excessos do seu presidente" com a escolha de Isabel dos Santos para liderar a petrolífera estatal Sonangol.
A intenção de formalizar, até mesmo apertar, o controlo político que o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, tradicionalmente exerce sobre o sector petrolífero, era evidente na reestruturação da Sonangol. Mas poucos acreditavam que o “chefe” pudesse ir longe ao ponto de nomear a sua filha, Isabel dos Santos, para a presidência da petrolífera estatal. Uma decisão que expõe o regime, já a experimentar adversidades económicas e sociais, a maiores críticas internas e externas.
Um grupo de juristas angolanos vai discutir no sábado a possibilidade de impugnar a nomeação de Isabel dos Santos como presidente do conselho de administração da petrolífera estatal Sonangol, a maior fonte de receitas do país. O advogado David Mendes, da associação cívica Mãos Livres, que organiza o encontro, afirmou ao PÚBLICO que esta “foi uma nomeação muito estranha, tendo em conta que Isabel é filha do Presidente e tem muitos interesses no mundo do petróleo e no mundo financeiro”. Assim, no caso de assumir o cargo, esses interesses “entrarão em colisão” com a Sonangol. “Estando num órgão tão importante como o conselho de administração faria negócio consigo mesma ou facilitaria negócios com o seu próprio grupo. Isso levanta suspeitas.”
A nomeação da empresária Isabel dos Santos para presidente da Sonangol é uma maneira de manter o poder na família de José Eduardo dos Santos, consideram vários analistas ouvidos pela agência de informação financeira Bloomberg.
Angola é o quinto país do mundo com mais fundos retidos às companhias aéreas, que não paga há sete meses, acumulando dividendos de 237 milhões de dólares (212 milhões de euros) que as transportadoras não conseguem repatriar.
O presidente da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda - Forças Armadas de Cabinda morreu esta sexta-feira. Discute-se agora a sucessão no movimento que afirma que "Cabinda não é Angola"
Um grupo de juristas angolanos reúne-se sábado, em Luanda, para analisar a possibilidade de impugnar judicialmente a nomeação da empresária Isabel dos Santos para presidente do conselho de administração da petrolífera estatal Sonangol.
A Inspecção Geral da Administração do Estado (IGAE) de Angola vai apertar o cerco às principais unidades hospitalares do país para apurar responsabilidades na gestão das finanças do Governo, em 2015 e 2016.
Luanda - O presidente da FNLA, Lucas Ngonda, defendeu maior união dos angolanos em torno de um projecto comum que possa ajudar o país a sair da situação económica actual.Em entrevista publicada esta quinta-feira pelo diário Jornal de Angola, Ngonda fala da situação actual do partido e do país. Disse que o quadro económico que Angola vive era de esperar, porque independente há 40 anos esteve envolvido numa guerra civil e o país não fez plano de “economia de guerra”.
O ministro da Geologia e Minas, Francisco Queiroz, disse ontem, em Luanda, que no médio e longo prazo o sector mineiro vai ser uma alternativa ao petróleo, assumindo um lugar importante na economia nacional em termos de arrecadação de receitas para o OGE com a entrada em operação de novos projectos.