A companhia suíça de advogados do empresário angolano Carlos São Vicente insurgiu-se hoje contra a procuradoria geral de Angola que disse ter ilibado o seu cliente para depois o prender por questões políticas
O despacho que determinou a prisão preventiva do empresário angolano Carlos São Vicente refere que este levou a cabo “um esquema ilegal” que lesou a petrolífera estatal Sonangol em mais de 900 milhões de dólares (cerca de 763,6 milhões de euros).
A Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) proibiu os clérigos angolanos de assumir cargos públicos que impliquem a participação no exercício ou poder político, bem como assessorar governos provinciais e empresas públicas ou privadas.
Os generais angolanos Hélder Vieira Dias “Kopelipa” e Leopoldino do Nascimento “Dino” começaram a ser ouvidos hoje pela Procuradoria-Geral da República (PGR) angolana, numa audição que durou perto de sete horas, constatou a Lusa no local.
Condenado, em Agosto, a uma pena de 24 meses de prisão pela justiça suiça, ensino revelou meandros dos acordos em Angola para conseguir contratos.
O general Manuel Hélder Vieira Dias “Kopelipa”, em representação dos demais sócios, entregou às autoridades, nesta segunda-feira, 12, a empresa Zahara Comercial, responsável pelo Kero, uma das mais emblemáticas redes de supermercados a funcionar no país.
A Procuradoria-Geral da República angolana referiu hoje que em agosto não existia em Angola nenhum processo contra o empresário angolano Carlos São Vicente, quando as autoridades judiciais suíças solicitaram auxílio judicial para as investigações que decorriam naquele país.