Os familiares, activistas cívicos e amigos do jovem Inocêncio de Matos, morto durante a manifestação de 11 de Novembro corrente, renderam a última homenagem ao activista, nesta manhã de sábado, 28, ainda que debaixo da chuva, na mesma altura em que, não conformados, clamam por justiça pela sua alma.
Entre Março e Novembro deste ano, efectivos da Polícia Nacional deva praticado cerca de 30 homicídios. Entre as vítimas, doze eram estudantes que frequentavam os ensinos médio e universitário. Novo Jornal questionou à Polícia, à PGR e ao SIC pelo «andamento» dos processos-crime, mas as instituições «evitaram» falar.
O governo da província de Cabinda, em Angola, não autorizou a manifestação, agendada para sábado, justificando a decisão com a pandemia, mas os promotores mantiveram a intenção de fazer o protesto “por ser um direito consagrado” na Constituição.
O funeral do activista Inocêncio de Matos, morto na sequência da manifestação do dia 11 de Novembro, em Luanda, realiza-se neste sábado (28), em Luanda, noticia o Jornal de Angola.
Os advogados de defesa do luso-angolano Carlos São Vicente pediram esta semana a impugnação da decisão da justiça angolana de manter o empresário em prisão preventiva e contestou o congelamento dos seus bens, segundo comunicado da família.
Analista acredita que sim. O objetivo, a ser ver, é não convocar eleições autárquicas em 2021. E David Sambongo alerta que incumprimento do que foi debatido com os jovens pode dar aso a novas manifestações.
O procurador-geral da República, Hélder Pitta Gróz, afirmou, ontem, no Uíge, que a instituição está a acompanhar as denúncias que estão a ser divulgadas pela Televisão Pública de Angola (TPA), na sua série de reportagens intitulada “O Banquete”.