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Angola 24 Horas

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Domingo, 29 Mai 2016 00:28

Cidade de Luanda não se explica

Luanda é, hoje, um enorme, infinito supermercado. Há as quitandeiras e as zungueiras e os zungueiros. Coisas diferentes e iguais. Sem contradição. Zungueira vende no passeio da rua quando há, ou numa berma imaginária que se inventa. Em todas as ruas. Em qualquer rua. Em qualquer sítio. Até à porta dos supermercados. Fruta. Peixe. Legumes. Mandioca. Carne. Batata. Quitandeira vende no quintal. Fuba. Paracuca. Jinguba. Kifufutila. Galinhas vivas, das que ciscam na terra.

Desde 2010, Angola contraiu dívidas de até 25.000 milhões de dólares com a China, que vai pagando através de exportações de petróleo. Não foi caso único: Nigéria, Iraque, Venezuela e Curdistão também estão no mesmo lote. Este grupo é agora conhecido como o dos “pobres da OPEP” – aqueles que sofreram uma forte quebra de receitas devido à descida do preço do petróleo, e que, por terem de pagar dívidas com exportações petrolíferas, têm ainda mais dificuldade em gerar receitas.

Em Angola, as acusações de intolerância política viraram moda, principalmente entre os dois maiores partidos, nomeadamente a UNITA e o MPLA. Geralmente, estas acusações tem um sentido único de o MPLA ser o agressor da UNITA.

O primeiro secretário provincial de Luanda do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), Higino Carneiro, foi hoje reconduzido no cargo com voto favorável da maioria dos 2001 delegados à conferência do partido.

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