O Presidente João Lourenço deslocou-se à província de Benguela para avaliar os estragos provocados pelas fortes chuvas do último fim de semana, que causaram o transbordo do rio Cavaco. Segundo o mais recente balanço dos bombeiros, as cheias provocaram 19 mortos, 11 desaparecidos e afetaram mais de nove mil famílias.
O presidente da UNITA, oposição angolana, apontou o assoreamento e a ausência de manutenção das barreiras como a “razão base” do transbordo do rio Cavaco, na província de Benguela, criticando o Governo pela falta de planeamento.
O antigo primeiro-ministro e membro influente do MPLA, Marcolino Moco, manifestou-se sobre as recentes chuvas e calamidades que afectam a província de Benguela, apelando à solidariedade com as populações e a uma reflexão profunda sobre o modelo de governação em Angola.
Milhares de benguelenses que perderam as suas casas devido ao transbordo do Rio Cavaco, no domingo, abrigam-se hoje no Antigo Campismo, povoado de iglus improvisados, onde tentam subsistir apenas com a roupa que trouxeram no corpo.
O governador de Benguela classificou hoje as cheias que atingiram a província como uma "calamidade de grandes dimensões", admitindo a existência de outras zonas vulneráveis ao longo do rio Cavaco e prometendo um estudo técnico aprofundado para uma solução definitiva.