Depois do “caso BES”, um dos próximos passos do Ministério Público é o banco angolano, rodeado de histórias de levantamentos de milhões em numerário, advogados e reuniões escaldantes. SÁBADO revela documentos até hoje em segredo.
O Ministério Público acusou Ricardo Salgado e Amílcar Pires de elaborarem uma estratégia, que passou pela criação de cinco sociedades para comprar ativos da ESCOM e assim resolver o problema da dívida ao BESA, com crédito dado pelo banco angolano.
A KPMG Portugal afirma, na impugnação à acusação do regulador, que os créditos do BES Angola nunca foram considerados incobráveis devido à garantia do Governo angolano. Julgamento deverá começar em setembro.
Acusação está quase pronta, mas falta voltar a ouvir os principais arguidos e confrontá-los com os novos indícios. MP quer concluir processo até 16 de julho
O ex-presidente do BES quer que o Tribunal da Concorrência determine a realização de uma perícia para avaliar que impacto teria a garantia soberana de Angola nos ativos ponderados pelo risco e no rácio prudencial do banco.