Quinta, 20 de Junho de 2024
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Sexta, 17 Mai 2024 19:16

Governo angolano preocupado com proliferação de Igrejas e ações desviantes

O ministro da Cultura angolano mostrou-se hoje preocupado com a proliferação de Igrejas e comportamentos criminosos e desviantes de alguns religiosos mais direcionados para espoliar fiéis do que para a “solidariedade e bons costumes”.

Falando na abertura do Fórum sobre a Problemática do Fenómeno Religioso em Angola, onde se reúnem vários líderes religiosos das igrejas cristãs em Angola, Filipe Zau afirmou que “há coisas que estão a entrar no caminho da cultura inventada” e há aspetos que devem ser repudiados, destacando o papel das Igrejas na moralização das sociedades e o seu contributo histórico para a educação.

Angola é caracterizada pela laicidade, mas respeita a liberdade de culto e o papel social das confissões religiosas, disse o ministro, considerando as Igrejas parceiras do Estado na prossecução de projetos sociais e harmonia e paz dos cidadãos.

No entanto, manifestou preocupação com “um número considerável de confissões religiosas, reconhecidas e não reconhecidas, que se aproveitam da fé e vulnerabilidade dos cidadãos para fins contrários à religião” e que abrem fações que levam à abertura de novas Igrejas e seitas.

O governante alertou ainda para “comportamentos menos nobres e até desvirtuosos, levados a cabo por determinadas lideranças, que vêm sendo denunciados como verdadeiros crimes de delito comum” e que têm sido apresentados junto das autoridades.

“Estes comportamentos protagonizados por pessoas comuns levam-nos a inferir que nos aproximamos de um quadro de anomia social, se não começarmos a intervir desde já”, frisou, elencando “situações lamentáveis” como crimes de violência contra crianças, linchamentos, violações, feiticismo e assassínios, como exemplo de práticas de comportamento social desviante.

Filipe Zau considerou que as confissões religiosas deveriam ser um “exemplo de conduta social”, mas deu conta também do “crescimento exponencial de seitas religiosas que trazem danos materiais e deformações” aos angolanos.

“Há confissões religiosas, reconhecidas ou não, que, em nome de Cristo apresentam comportamento desviantes, mais direcionados para a espoliação dos fieis” a quem prometem que vão ficar ricos de um dia para o outro, “em vez de solidariedade e bons costumes”, alertou o responsável com a tutela dos assuntos religiosos.

Para Filipe Zau, “o desejo material da ganância acaba por se sobrepor ao espírito de solidariedade e humildade cristã”, contrariando os princípios religiosos.

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