Sexta, 14 de Junho de 2024
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Segunda, 06 Mai 2024 20:55

SIC nega envolvimento de seus agentes e apresenta suspeitos pela morte da funcionária da AGT

O serviço de Investigação Criminal (SIC), procedeu, esta segunda-feira, 06, ao acto de esclarecimento e reconstituição criminal do assassinato de Carolina dos Santos Cardoso de 40 anos de idade, ocorrido nas primeiras horas do dia 26 de abril último, no Bairro da Sapú 2, em Luanda.

Segundo o Porta-voz do SIC-Geral, Superintendente-Chefe de Investigação, Manuel Halaiwa que prestou esclarecimentos à imprensa, Carolina dos Santos foi surpreendida por dois criminosos, Joaquim da Silva João (Gingibril) presumível autor do disparo e Hilário Upeia Vital, condutor da motorizada.

Na altura dos factos, na zona em referência, esses criminosos, interpelaram a cidadã, tendo solicitado os pertences que trazia e, não cedendo os meios, os acusados dispararam contra Carolina que de seguida embateu contra uma parede já em estado grave, na presença dos filhos menores, depois os meliantes puseram-se em fuga sem levar consigo nada.

Angola24Horas soube, no local do crime, que enquanto dois cidadãos socorriam a cidadã alvejada, outros populares e mototaxistas na zona perseguiram os meliantes, em cuja acção o autor do disparo (Gingibril) caiu da motorizada, tendo sido morto pela população.

Entretanto, Carolina foi socorrida para a Clínica Multiperfil, de onde veio a falecer horas depois, vítima de um disparo na região do abdômen, acto em que estão acusados dois cidadãos (um morto pela população e outro já detido), funcionários de uma empresa de segurança privada, segundo o SIC.

Manuel Halaiwa conta que, após diligências para determinar as acções criminais, foi possível a localização e detenção dos cidadãos Hilário Upeia de 22 anos de idade (condutor da motorizada) e Anastácio Nhanga José de 20 anos, suposto receptor de bens que habitualmente eram roubados por esses dois criminosos em actos anteriores.

No local do crime, segundo apurou Angola24Horas, os cidadãos que socorreram a funcionária da AGT, referiram que a sua espacial atenção e intervenção consistia em encaminhar a cidadã a uma unidade hospitalar, uma vez que ainda se encontrava em vida. Unânimes asseguraram que não viram mais a motorizada na zona do crime e que Carolina já não conseguia falar absolutamente nada, tendo sido a filha de 11 anos quem forneceu o contacto de um familiar.

Morte do agente “Betangó” e envolvimento do SIC no assassinato da funcionária da AGT

Ainda em declarações, Manuel Halaiwa afastou e refutou categoricamente o envolvimento de agentes do SIC no assassinato de Carolina e fez separação da ligação que a media e público em geral têm feito com o caso da morte de Betangó, um efectivo do Serviço de Investigação que morreu dois dias antes da cidadã em causa.

Betangó, segundo dados oficiais do SIC, foi atropelado mortalmente no Distrito do Zango, e o condutor da viatura foi identificado, detido e presente ao Ministério Público que o aplicou uma caução e vai responder o processo em liberdade.

Finalmente, o Superintendente-chefe de investigação criminal, disse que o SIC trata o caso de Carolina dos Santos Cardoso como uma cidadã nacional, vítima de um acto criminoso, não premeditado, segundo suas diligências, avançando que, se é familiar ou não do ex-presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, apenas a família pode responder essa questão.

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