Quarta, 05 de Outubro de 2022
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Terça, 19 Julho 2022 12:53

Manuel Vicente e Geração de ouro da Sonangol de novo sob fogo

Manuel Vicente continua a ver o seu nome envolvido em polémica. Relatórios oficiais indicam que empresa era mais lucrativa para o Estado angolano durante a sua administração.

O ex-vice-Presidente de Angola Manuel Vicente foi presidente do Conselho de administração (PCA) da Sonangol durante 12 anos, período durante o qual a industria, petrolífera produzia, uma média de dois milhões de barris de petróleo por dia, gerando receitas significativas para o Estado.

Nesse período, segundo relatórios oficiais, a concessionária petrolífera do Estado gerava m ilhares de postos de trabalho contribuindo para a diminuição da taxa de desemprego. Na altura, a equipa de administração e gestão da empresa era chamada a geração de ouro da Sonangol.

Em 2012, o então Presidente da República José Eduardo dos Santos exonerou Manuel Vicente do cargo de PCA da empresa e nomeou para o lugar um economista, com a tarefa de preparar a entrada Isabel dos Santos, filha do chefe de Estado.

Mais tarde, entre 2014 - 2019, de acordo com dados do Governo Angolano, a produção petrolífera reduziu 50%, tendo consequências no tecido empresarial do país e no desemprego.

Seguiu-se um período conturbado e Angola perdeu controlo de mercados de bens e serviços, tendo mesmo sido obrigada a recorrer a empréstimos do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM), o que acabou também por levar a um aumento da carga fiscal sobre as empresas e os contribuintes angolanos.

A economia angolana ficou fragilizada e muitas empresas faliram, na verdade, os empréstimos internacionais em vez de atraírem investidores acabam por afastá-los, criando uma situação de ainda maior dependência dos mercados externos.

Os dados do atual Governo angolano dão conta da diferença nos resultados da concessionária estatal no período da geração de ouro da Sonangol e o que se seguiu.

No entanto, Manuel Vicente acabou por ver o seu nome envolvido em polémica, como a acusação de ter autorizado, enquanto PCA, vendas de petróleo, entre 2004 e 2007, a uma empresa chinesa, no valor de 1,5 mil milhões de euros, que não teriam sido pagas a Angola, o que o antigo administrador nega.

Sublinhe-se que os carregamentos de petróleo, no mercado internacional, só podem ser feitos depois de efetuado o respetivo pagamento. SOL

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