Domingo, 28 de Novembro de 2021
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Terça, 05 Outubro 2021 11:56

Empresário português quer comprar TV Zimbo

Marco Galinha Marco Galinha

Marco Galinha, presidente do grupo Global Media, tem mantido contactos tendentes a entrar no mercado angolano da comunicação social. A TV Zimbo e a rádio Mais, que agora estão nas mãos do Estado, podem ser os alvos. O grupo Ginga também poderá ser envolvido.

Marco Galinha (na foto), presidente do conselho de administração da Global Media, tem estado em contactos com diversos “players” angolanos para negociar investimentos na área da comunicação social. A TV Zimbo, a rádio Mais e o jornal O País são os alvos do empresário que controla o Diário de Notícias, Jornal de Notícias e TSF.

Estes três órgãos de comunicação social angolanos pertenciam ao grupo Media Nova mas, em julho do ano passado, transitaram para a esfera do Estado no âmbito da estratégia delineada por João Lourenço de recuperar investimentos privados feitos com dinheiros públicos.

O grupo Media Nova era detido pelas três mais influentes figuras do antigo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, Manuel Vicente (ex-vice-presidente do país), e os generais Leopoldino Fragoso do Nascimento (“Dino”) e Hélder Vieira Dias e (“Kopelipa”), este último chefe da Casa Militar.

O Governo quer, desde que assumiu estes ativos, libertar-se do encargo que representam, tendo sempre indicado que o objetivo passava pela sua venda.

Neste processo de entrada no mercado angolano, Marco Galinha, segundo fontes contactadas pelo Negócios, poderá aliar-se a um parceiro local.

O cenário que está em cima da mesa é de uma conciliação de interesses com o grupo Ginga Comunicações, recentemente constituído, o qual tem como administradores Hélder Barber, antigo presidente do conselho de administração da Televisão Popular de Angola (TPA), e Pedro Cabral, líder da Rádio Nacional de Angola (RNA).

O grupo Ginga está, aliás, a construir em Luanda um projeto integrado de comunicação. A obra, a cargo da Martifer, tem uma área de construção de 7.200 metros quadrados, à qual acrescem “as respetivas infraestruturas exteriores, campo de jogos e polo técnico”, explicou Pedro Duarte, CEO do grupo de Oliveira da Frades, no início de setembro. A empreitada tem um valor de 19,3 milhões de euros.

Jornal de Negócios

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