A Presidência da República apagou a entrada na sua página oficial do Facebook onde tinha anunciado que esta passaria a ser usada também para divulgar as actividades de João Lourenço na qualidade de candidato do MPLA à sua recondução no cargo, nas eleições gerais deste ano.
Onze partidos políticos estão habilitados, até ao momento, a concorrer nas eleições gerais em Angola, previstas para Agosto deste ano, segundo fonte do Tribunal Constitucional (TC).
O coordenador do Projecto político, PRA-JÁ Servir Angola, igualmente integrante da Frente Patriótica Unida (FPU), Abel Epalanga Chivukuvuku, afirmou esta quarta-feira, 06 de Abril que não lhe surpreendeu a pequenez no discurso do seu irmão na visita de Estado/Partidária que efetuou a província do Cunene.
Vários cidadãos angolanos, entre políticos, jornalistas e demais figuras da sociedade civil, consideram abusiva a postura adoptada pela Administração da plataforma oficial da Presidência de Angola, ao assumir publicamente passar conteúdos do MPLA, a partir desta terça-feira 05 de Abril, até à realização das Eleições Gerais no país.
A 4 de Abril de 2002, o MPLA e a UNITA, as duas formações políticas beligerantes que estiveram envolvidas desde a independência do país, numa longa guerra civil que se arrastou por 27 anos, assinavam em Luena, Moxico, os acordos que permitiram a paz aos angolanos.
O maior partido da oposição angolana, UNITA, em nota de imprensa recorda que aos 4 de Abril de 2002 era, solenemente, assinado em Luanda, o Memorando de Entendimento Complementar do Luena, que constitui a base da paz que o nosso país, Angola, vive.
O Partido de Renovação Social (PRS), apontou o percurso que ainda falta para que os angolanos sintam, na totalidade, os benefícios da paz, mas acredita que valeu a pena o consenso alcançado, porque permitiu abrir o país a livre circulação de pessoas e bens, contribuindo, assim, para a afirmação das famílias.