O Governo angolano não revela os custos da nova Divisão Político Administrativa (DPA) do país, que compreende a criação de mais três províncias, argumentando tratar-se de um processo “gradual” e “permanente” de gestão do território.
A oposição acusou esta terça-feira, 06, o Grupo Parlamentar do MPLA de violar o regimento interno da Assembleia Nacional, ao impor na agenda de trabalho, a discussão da proposta sobre a divisão da província de Luanda em duas, quando se preparava o debate na especialidade da Proposta de Lei da Divisão Política Administrativa (DPA) de Angola, já aprovada na generalidade.
O MPLA propôs hoje a divisão da capital angolana em duas províncias, nomeadamente províncias de Luanda e de Icolo e Bengo, com 16 municípios e 7 municípios respetivamente, para “desafogar” a densidade populacional e aproximar os serviços dos cidadãos.
O Presidente João Lourenço criou esta segunda-feira, por Despacho Presidencial, a Comissão Multissectorial encarregue da protecção dos objectivos estratégicos do Estado, mediante a prevenção das acções de vandalismo de bens e serviços públicos.
Analistas em Luanda apontam vários cenários sobre o futuro da liderança do partido no poder em Angola, MPLA. Para falar sobre o assunto, ouvimos os analistas políticos, Anselmo Kondumula e Agostinho Sikato e o General Higino Carneiro.
Em Angola, há "dois pesos e duas medidas" no processo de legalização dos partidos políticos, diz analista. Enquanto uns continuam infinitamente na lista de espera, como o PRA-JA, "ilustres desconhecidos" passam a frente.
O coordenador do projeto político PRA-JA Servir Angola, Abel Chivukuvuku, deu hoje início a nova tentativa de legalização deste partido, no final dos quatro anos de suspensão impostos pelo Tribunal Constitucional.