Bispos católicos angolanos disseram hoje que as autoridades competentes “devem fazer o seu trabalho” em torno das denúncias sobre alegados atos de corrupção e nepotismo no Tribunal Supremo (TS) do país, recusando-se a “antecipar sentenças e julgamentos públicos”.
O jurista Sebastião Fernando disse hoje que a justiça angolana “está na lama”, devido aos escândalos e suspeitas de más práticas atribuídas ao presidente do Tribunal Supremo (TS), defendendo que este esclareça os “rumores” para “responsabilização” dos implicados.
A Associação Angolana de Juízes exortou o Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ) a acionar mecanismos internos para apurar o mais breve possível denúncias que chocam “de forma flagrante com a ética e integridade exigida aos magistrados judiciais”.
O grupo parlamentar da UNITA, principal partido da oposição angolana, exigiu hoje a demissão do presidente do Tribunal Supremo, alvo nos últimos tempos de várias denúncias de suposta má gestão e corrupção.