O presidente da UNITA aconselhou o Governo angolano a tirar do plano público a “má imagem de conflitualidade” devido às divergências sobre o funeral de José Eduardo dos Santos, que são consequência da perseguição que moveu contra o ex-presidente.
Andam algumas mensagens muito sensatas, pelas redes sociais, sobre a situação do funeral (ou ausência dele) do antigo presidente de Angola, o Eng. José Eduardo doas Santos (JES). Acabo de ver uma dessas mensagens, na carta aberta do intelectual José Luís Mendonça ao PR actual, sobre a vigência de uma justiça selectiva tão evidente que é impossível negá-la, a que se poderia pôr cobro, para se enterrar, condignamente JES e iniciarmos, agora e definitivamente, uma nova vida.
O presidente da UNITA disse que há “uma agenda” para associar o partido a atos de violência, garantindo que “não vai pisar na casca de banana” e que os militantes estão a ser orientados para não responderem a provocações.
O político angolano Abel Chivukuvuku criticou hoje a hipocrisia do Governo face a José Eduardo dos Santos, considerando que cabe à família decidir que tipo de cerimónia fúnebre pretende e ao Estado concretizar essa vontade.
O coordenador do Observatório Político e Social de Angola (OPSA) disse hoje que o impasse do funeral de José Eduardo dos Santos revela um “desencontro” entre antigo e o atual Presidente e isso “não é positivo para o MPLA”.
Um advogado espanhol está a defender o Estado angolano no processo judicial que decorre em Espanha no quadro do impasse sobre a transladação do corpo do ex-Presidente angolano José Eduardo dos Santos, que morreu há uma semana.
O maior partido da oposição angolana, UNITA, liderado por Adalberto Costa Júnior, esclareceu os principais factores que o levaram ao lançamento, esta semana, da campanha de angariação de fundos, no sentido de responder oportunamente à campanha eleitoral para o pleito de Agosto próximo.
A Igreja Católica angolana vai realizar uma “novena”, nove dias de oração, para a paz e estabilidade das eleições gerais de 24 de agosto próximo no país, anunciou hoje a Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST).
Analistas acreditam que a morte do antigo Presidente José Eduardo dos Santos pode ter sequelas negativas para o partido governamental. Na província de Benguela, a morte do ex-líder angolano gerou reações mistas.
Ainda não se sabe onde nem quando se irá realizar o funeral de José Eduardo dos Santos. Para Fernando Jorge Cardoso, esta questão está a ser utilizada pela família do antigo presidente de Angola num jogo político que pode influenciar o resultado das eleições