Um despacho presidencial, consultado hoje pela Lusa, autoriza a contratação da empresa Prospero Divino Comércio Geral (SU) para gerir e explorar o referido projeto, criado em 2018 pela Empresa de Gestão de Terras Aráveis em Angola "Gesterra", para produzir tilápia, ração de peixe e venda de alevinos (pequenos peixes para criação).
O documento refere que a contratação foi autorizada no âmbito das medidas de política definidas pelo Ministério das Pescas e Recursos Marinhos de Angola, considerando que "urge otimizar e rentabilizar as infraestruturas e equipamentos do Estado de suporte à atividade do setor das pescas".
De acordo com o despacho, a medida visa também o aproveitamento sustentável da infraestrutura, para o fomento da aquicultura e a garantia de produção de alevinos de qualidade, bem como o abastecimento aos produtores locais e regionais.
O Centro de Larvicultura e Engorda do Missombo, um projeto de piscicultura da tilápia/cacusso, com um potencial de produção anual de 500 toneladas, foi inaugurado em 2022, sendo composto por 38 tanques e 16 estufas, num investimento público de 14 milhões de dólares (11,9 milhões de euros).
No ano passado, a imprensa local avançava que o projeto apresentava dificuldades operacionais, com um nível abaixo dos 20% da capacidade instalada, disponibilizando pouco mais de 25 toneladas.
Segundo o Jornal de Angola, a falta de ração e questões técnicas, como tubos de canalização de água obsoletos, são algumas das dificuldades deste projeto, que já fornecia peixe às províncias do Bié, Huila, Huambo e à vizinha República da Namíbia.

