Sábado, 14 de Fevereiro de 2026
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Sábado, 14 Fevereiro 2026 19:32

Chefe da Casa Militar garante que não há nenhuma base da FLEC em Cabinda

O ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Pereira Furtado, declarou, sexta-feira, na cidade do Lubango, Huíla, a inoperância bélica da FLEC na província da Cabinda.

A posição foi manifestada no Encontro Regional Sul da Sociedade Civil, promovido pelo Movimento Nacional Angola Real (MONAAR), que este sábado encerrou no Lubango com a participação da Huíla, Namibe, Cunene, Cuando e Cubango, para reflectir sobre o papel das organizações cívicas no desenvolvimento do país.

O general reformado, ao dissertar o tema “O percurso da luta armada em Angola (1975-2002)”, acrescentou que tudo o que se diz sobre acções militares bélicas no enclave não passa de propaganda política.

“(..) é tudo mentira. Em Cabinda não existe uma única base militar da FLEC, há alguns civis a residir na República Democrática do Congo e na República do Congo, sobretudo em duas áreas que foram centros de refugiados, que são pagos para fazer certas incursões”, afirmou.

O general afirmou que são essas pessoas que de vez em quando tentam penetrar na fronteira para fazer uma ou outra acção, mas têm sido repelidos, tranquilizando que a província está pacificada de norte a sul e sem qualquer dificuldade.

“No dia dois deste mês, o filho de Nzita Tiago, que reside em Paris (França) teve o descaramento de proclamar a independência de Cabinda a partir de lá. É tudo propaganda, ele sequer alguma vez esteve em Cabinda”, afirmou o ministro.

Francisco Furtado, que foi convidado pelo MONAAR, fez uma abordagem histórica sobre o conflito que marcou a nação, recordando que após a independência, em 1975, o país mergulhou num longo período de instabilidade político-militar, cujas consequências sociais e económicas ainda se fazem sentir. 

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