Sexta, 14 de Junho de 2024
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Quinta, 04 Abril 2024 11:18

João Lourenço inaugura Hospital Militar Principal/Instituto Superior

O Presidente da República, João Lourenço, inaugurou esta quinta-feira, em Luanda, a primeira fase do Hospital Militar Principal/Instituto Superior, dotado de tecnologia moderna para prestar assistência especializada aos efectivos e seus familiares.

A unidade sanitária tem capacidade para 160 camas e foi construída em 33 meses pela empresa Omatapalo.

O Presidente da República, João Lourenço, reafirmou, a aposta do Governo na melhoria dos serviços de saúde no país.

O estadista fez estas declarações à imprensa, após a inauguração da primeira fase do Hospital Militar Principal/Instituto Superior, localizado no município de Luanda, que conta com tecnologia moderna para prestar assistência especializada aos efectivos e seus familiares.

O Presidente salientou que o sector da saúde será sempre uma prioridade, sendo que continuarão os investimentos em todos os sectores, desde o primário ao terciário, apesar da luta permanente para se conseguir recursos financeiros para executar os projectos importantes.

Ainda no que toca especificamente ao domínio militar, deu a conhecer que, além desta unidade (Hospital Militar Principal/Instituto Superior), estão a ser construídos outros quatro hospitais regionais, que poderão ficar concluídos no próximo ano, por ocasião dos 50 anos da independência nacional.

Disse igualmente que está em carteira a construção de um novo Hospital Militar, na zona dos quartéis, Grafanil (Luanda), uma obra que ainda não teve início, portanto “queremos fazer uma viragem naquilo que diz respeito à assistência médica e medicamentosa para os nossos militares e familiares, bem como aos efectivos da Polícia Nacional, que também beneficiam delas”.

Já em relação à parte civil, deu a conhecer que ainda este mês será inaugurado o novo Hospital Geral de Viana, e que ao longo do ano os hospitais gerais de Cacuaco (Luanda), Sumbe (Cuanza-Sul), Ndalatando (Cuanza-Norte) e de Ondjiva (Cunene).

“Como vêem, para a saúde toda a atenção é pouca e colocaremos os recursos que forem necessários para reduzir o défice que temos ainda em unidades hospitalares”, disse.

De igual modo, salientou que o Executivo colocará também toda a sua atenção à necessidade de formação e contratação dos quadros que vão trabalhar nestas unidades, sendo pois um processo contínuo.

Hospital Militar preparado para serviços de alta complexidade

A ministra da Saúde, Silvia Lutucuta, garantiu esta quinta-feira, em Luanda, que o novo edifício do Hospital Militar Principal e Instituto Superior está preparado para prestar serviços médicos de alta complexidade e apoiar na formação dos profissionais de saúde.

Silvia Lutucuta que falava à imprensa, a margem da inauguração da primeira fase do referido hospital, disse que o país ganha uma grande unidade sanitária de referência terciária que pertence ao subsistema de saúde militar .

De acordo com a titular da pasta, o hospital vai oferecer serviços de várias especialidades, desde médica a cirúrgica.

Salientou que este novo empreendimento, com uma capacidade para 160 camas, possui cinco blocos operatórios, salas de cuidados intensivos, centro de imagiologia, equipamentos e meios de urologia, ortopedia entre outras valências que refletem o compromisso em fornecer um amplo espectro de cuidados de saúde de qualidade.

O parque de estacionamento do hospital foi igualmente requalificado e ampliado, possuindo agora 90 lugares) para garantir a comodidade e acessibilidade dos utentes.

Para a ministra, estas instalações vão assegurar as melhores condições de assistência médica e medicamentosa das Forças Armadas Angolanas e suas famílias.

Além disso, este hospital está preparado para actuar em situações de emergências de saúde pública, crises pandémicas e desastres naturais, contribuindo assim para a segurança e bem-estar de toda a população.

O projecto de construção e reabilitação do hospital militar principal e instituto superior comporta duas fases de execução.

A primeira fase foi inaugurada hoje, num prazo de execução de 33 meses, tendo compreendido a construção de dois edificios com quatro pisos cada, além de trabalhos de requalificação das áreas adjacentes, com novas infraestruturas envolventes, incluindo o paisagismo, iluminação e o apetrechamento.

Na ocasião, o ministro da Defesa Nacional e Antigo Combatentes e Veteranos da Pátria, João Ernesto dos Santos, considerou a obra concluída como um dos pontos mais altos no conjunto de outras em curso nas regiões militares de Cabinda, Huambo, Luanda e Moxico .

Salientou que, com a conclusão das mesmas, se registará uma viragem significativa na rede de saúde militar, pela excelência dos serviços que estarão em condições de prestar.

“Estamos todos de parabéns pela concretização deste projecto
de requalificação, apetrechamento e capacitação dos quadros ao serviço dos hospitais militares em Angola”, acrescentou.

O hospital principal / instituto superior é uma unidade sanitária do último escalão do sistema de tratamento médico das forças armadas.

As infraestruturas hospitalares recebidas das forças armadas portuguesas, aquando da independência, há 49 anos, eram na sua maioria pavilhões provisórios.

Enquanto durarem as obras da segunda fase, continuarão a serem utilizadas as instalaçõesdo hospital de campanha de Viana, onde estão a funcionar os serviços de hemodiálise, fisioterapia, psiquiatria , infectologia, lavandaria, esterilização .

O hospital dará ainda apoio ao internamento de várias especialidades.

Nos antigos edifícios funcionarão provisoriamente as áreas técnicas , a unidade de cuidados intensivos para acidentes cardiovasculares, neurologia e a cirurgia vascular.

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