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Terça, 07 Fevereiro 2023 13:26

Governadora do Cunene defende avaliação técnica permanente do canal do Cafu

A governadora da província do Cunene, Gerdina Didalelwa, defendeu, segunda-feira, a avaliação contínua do estado técnico do canal do Cafu, visando corrigir algumas insuficiências detectadas ao longo do canal.

O Sistema de Transferência de Água do Rio Cunene, a partir do canal condutor do Cafu, apresenta o deslocamento de algumas placas e fissuras, fruto das chuvas que se fazem sentir na região.

Para avaliar a situação, a governante percorreu 165 quilómetros do percurso do canal e disse que foi possível identificar mais de oito pontos críticos, com particular realce para o lote 2, situação que exigirá da equipa técnica um trabalho de monitorização permanente.

Gerdina Dilalelwa realçou que apesar de o canal estar a funcionar em pleno, há necessidade do projecto beneficiar de trabalhos mais profundos para corrigir o que não foi bem feito e permitir a durabilidade do canal.

“São infra-estruturas hidráulicas importantes e de grande dimensão que exigem anualmente reparação. Cabe a empresa construtora e o grupo de engenheiros fazer o devido acompanhamento das reparações que serão efectuadas”, sublinhou.

Para tal, disse ser necessário aguardar-se pelo fim da época chuvosa, pelo que agora é importante direccionar melhor os cursos tradicionais de água, para evitar outros danos.

Por seu turno, um dos responsáveis da construtora do canal, Luís Figo, informou que a empresa vai assumir todas responsabilidades inerentes à empreitada, tendo em conta que o projecto encontra-se dentro do prazo de garantia

“Esta é a primeira vez que a obra apresenta deficiências e como estamos no período de garantia vamos reverter a situação”, sublinhou.

Estrutura do Cafu

Inaugurado a 4 de Abril de 2022, o canal adutor do Cafu é o primeiro de um lote de cinco projectos do Governo angolano criados no quadro do programa de acções estruturantes de combate à seca naquela região, que está a beneficiar 235 mil pessoas dos municípios de Ombadja, Cuanhama e Namacunde.

Avaliado em 44 mil milhões, 358 milhões e 360 mil 651 kwanzas, está ainda a dar de beber a 250 mil animais e a irrigação de cinco mil hectares de campos agrícolas.

Nesse sistema, foram instaladas estruturas metálicas da câmara de aspiração e pontos de tomada de água, edifício da subestação eléctrica, com três grupos geradores com capacidade de um megawatt MW) e reservatório unidimensional, além de painéis solares capazes de gerar 1.5 megawatt (MG) de energia.

O projecto tem um canal a céu aberto, numa extensão de cerca de 165 km.

O canal principal tem 47 km, desde a estação do Cafu a Ombala yo Mungo, e dois outros, que ligam a região de Ndombondola (55 km) e Namacunde (53 km).

O projecto conta com 30 chimpacas (reservatórios de água), de 100 metros de comprimento, 50 de largura, cinco a seis de profundidade e a capacidade de armazenamento de água que varia de 25 mil a 30 mil metros cúbicos.

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