Domingo, 14 de Agosto de 2022
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Segunda, 02 Mai 2022 13:10

UNITA diz que os sonhos individuais e colectivos estão adiados devido à governação corrupta e nepotismo

O principal partido da oposição angolana, UNITA, afirmou neste domingo, 01 de Maio, que os sonhos colectivos e individuais estão adiados devido a má governação caracterizada por corrupção, nepotismo, cleptocracia, amiguismo, compadrio e exclusão social, fez saber em nota enviada para Angola24horas.

Através do seu Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política, a UNITA fez essa declaração, por ocasião do 1° de Maio, dia internacional do trabalhador, em memória dos acontecimentos de 1886, quando uma greve iniciada em Chicago, nos Estados Unidos da América, com o objectivo exigir melhores condições de trabalho, sobretudo a redução da jornada de trabalho, de 17 para 8 horas, foi abraçada por vários substratos de trabalhadores pelo mundo fora.

De acordo com a UNITA, a classe trabalhadora do mundo inteiro, incluindo a angolana, reivindica justamente até hoje, por condições que a dignifiquem.

Este formação política, entende que apesar do longo tempo que separa particularmente os angolanos daquela data, a larga maioria dos cidadãos bate-se por um trabalho e salário condignos, o que, como fruto da insensibilidade do regime, essa larga maioria dos angolanos está relegada à mediocridade e à quase mendicidade.

"As promessas eleitorais do Presidente da República, de quinhentos mil empregos, feitas em 2017, cinco anos depois não se tem a mínima ideia de quantos realmente foram criados", disse a UNITA, acrescentando que a pandemia da Covid-19 somente destapou as fragilidades governativas do regime.

Considerou igualmente que, os programas paliativos como PIIM, PAC, PRODESI, KWENDA e outros, exaustivamente propagandeados pelos órgãos de comunicação do Estado, revelam-se incapazes de solucionar os problemas do pobre trabalhador angolano.

"O Estado angolano é partidarizado, onde o trabalhador e o quadro para terem acesso aos direitos mais elementares, são forçados a aderir ao Partido da situação. Tal prática coloca trabalhadores e quadros de qualidade fora do esforço da reconstrução e do desenvolvimento sustentável do nosso belo e potencialmente rico país", realçou.

Segundo ainda as declarações da UNITA, a intimidação e a falta de diálogo com os médicos, enfermeiros e outros sectores profissionais em greve, prova bem o carácter desumano de quem detém o poder apenas para se servir, pois desrespeita tudo e todos.

Nestes termos, defendeu que a solução duradoira dos problemas que afectam os trabalhadores e populações angolanos, passa por uma governação participativa e de proximidade através das autarquias em toda a extensão territorial do país.

"Só com uma real alternância de poder político, os angolanos terão oportunidades iguais. E com estas, para trabalho igual, salário igual. Apenas um Governo Inclusivo e Participativo poderá desenvolver uma governação que satisfaça, salvaguarde e defenda os verdadeiros interesses e anseios do trabalhador angolano", alertou.

Entretanto, a UNITA, reitera a sua firme determinação de unir-se, com as forças patrióticas da sociedade civil e partidos políticos democráticos para, juntos, conquistarem a necessária e vital alternância do poder político, nas eleições gerais de Agosto deste ano, com os trabalhadores no centro das suas preocupações.

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