Terça, 14 de Julho de 2026
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Terça, 14 Julho 2026 16:43

Kwanza será utilizado nas liquidações interbancárias da SADC - BNA

O kwanza vai ser aceite como moeda de liquidação no sistema de pagamentos da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), faltando apenas a cerimónia de formalização, anunciou hoje o governador do Banco Nacional de Angola (BNA).

Falando no final da 103.ª reunião do Comité de Política Monetária (CPM), que decorreu em Malanje, Manuel Tiago Dias afirmou que os trabalhos relativos ao sistema de liquidação em tempo real da SADC, conhecido por SADC-RTGS, estão concluídos.

"O kwanza foi aceite como moeda de liquidação deste sistema, os testes foram coroados de êxito e estamos à espera apenas da cerimónia oficial para que, formalmente, o kwanza passe a ser aceite como moeda de liquidação da SADC", declarou.

A sigla inglesa SADC-RTGS (real-time gross settlement) refere-se à plataforma através da qual os bancos da região liquidam entre si os pagamentos.

O governador fez questão de esclarecer que a medida não significa a aceitação de pagamentos em kwanzas nos países aderentes, sublinhando que cada país mantém a sua soberania monetária.

"Não serão aceites pagamentos em kwanzas nos países aderentes. Aliás, nós não estimulamos de maneira nenhuma que os pagamentos sejam feitos em numerário", afirmou, acrescentando que o kwanza é a moeda de pagamentos com poder liberatório em todo o território nacional angolano.

Segundo o responsável, o mecanismo permitirá que as empresas angolanas se dirijam aos bancos comerciais aderentes ao sistema para efetuar pagamentos de bens e serviços a parceiros de países igualmente aderentes, em moeda nacional.

Manuel Tiago Dias explicou que a adesão não é obrigatória para a banca comercial e que o BNA não imporá qualquer limitação nesse sentido.

"O banco comercial que quiser aderir ao sistema poderá fazê-lo", afirmou, precisando que as empresas terão de recorrer a um banco aderente, que por sua vez ordenará a operação ao seu correspondente na região.

O anúncio surge na sequência da assinatura, em 08 de julho, em Luanda, de um memorando de entendimento entre o BNA e o Banco Central da República Democrática do Congo (RDCongo), com vista ao reforço da integração financeira entre os dois países.

O memorando, assinado por Manuel Tiago Dias e pelo governador do Banco Central do Congo, André Wameso Nkualoloki, abrange domínios como a integração dos sistemas de pagamento, a política monetária e cambial, a interoperabilidade dos meios de pagamento digitais, a gestão das reservas internacionais e a supervisão bancária.

A próxima reunião do Comité de Política Monetária está marcada para setembro, em Luanda.

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