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Sexta, 28 Janeiro 2022 12:53

Jurista diz que discurso de despedida do ex-comandante da PNA devia merecer mais atenção

O jurista Felisberto da Costa, volta a falar sobre o discurso de despedida do ex-comandante geral da polícia, Paulo de Almeida, considerando que não mereceu da opinião pública nacional e internacional a devida atenção e muito menos as pessoas se deram ao exercício de interpretação.

Segundo observa Felisberto da Costa, o discurso proferido pelo então Comandante-Geral da PNA, aquando da sua despedida ao cargo, aborda questões profundas e chaves para o estado democrático de direito em Angola.

"É verdade que na boca do ex-comandante a legitimidade das palavras desligitimizaram-se. Ele não tinha legitimidade de questionar a ordem da qual pertencia e não renunciou", observou o jurista.

Vale lembrar que, na altura dos factos, Felisberto disse que foi (apesar de tudo) comovente o discurso de despedida do ex-comandante geral da Polícia Nacional de Angola.

Paulo Gaspar de Almeida, deixou no ar uma questão que para o jurista foi enigmática, na afirmação "nunca trai a pátria" e complementarmente na outra declaração explícita, segundo a qual "quem define a actuação da polícia é o comandante." E ainda "aos políticos compete cuidar da política ".

"Se bem li, em resumo, é o que se depreende. Não é a primeira vez que uma alta patente saí a disparar. O antigo comandante da polícia em Luanda, Kim Ribeiro, quando foi detido disse que se abrisse a boca o país desmoronaria", recordou Felisberto da Costa.

Por estes discursos, segundo este não seria injusto presumir que há nas altas esferas do poder do MPLA segredos particulares melindrosos.

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