Quarta, 18 de Março de 2026
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As articulações de concertação entre a cidade alta, sectores das secretas e das forças de defesa e segurança do regime, para anular a popularidade ganha pela UNITA e do seu presidente Adalberto após o pleito de 24 de agosto de 2022 já está em curso. É notável o esforço do regime nesse quesito, porém, até o momento, tais esforços não sortiram os efeitos aguardados pela liderança obscurecida do partido de regime.

As políticas de segurança são políticas que estabelecem e delineiam parâmetros e mecanismos estratégicos de defesa de um Estado através da implementação e execução de doutrinas militares, princípios e tácticas militares, inteligência e contra inteligência, tecnologias militares, cyber-segurança, radares e satélites militares espiões, com o intuito de se garantir a manutenção, a protecção e a estabilidade do Estado.

Por que a Angola, o país com um dos piores sistemas de educação pública e a menor concentração de doutores do mundo, não elege um Intelectual ou um académico Presidente da República?

Mas do que isso é preciso ação e agir sempre e quando estiverem em causa os seus legítimos direitos consagrados pela constituição nacional angolana assim como pela declaração universal dos Direitos Humanos.

O discurso estado da nação proferido pelo presidente da república João Lourenço, na assembleia nacional, deixou muito a desejar, não é admissível que o presidente minta tanto e desnecessariamente, sobretudo para ser de imediato desmentido. Foi um discurso ensurdecedor, cansativo  e descontextualizado da realidade e sem  verdade comparativa.

“Um bom esquema vale mais que um longo discurso”. Napoleão Bonaparte

O que se passa com o bom senso de Adalberto Costa Junior (adiante ACJ), essa qualidade que Descartes dizia ser a mais bem distribuída de todas? O que se passa com a coerência política de um homem que prometeu “mudança agora”?

O dinamismo político-diplomático militar do governo angolano tem demonstrado eficácia e eficiência a nível do continente africano, nos últimos anos, muitos dos conflitos regionais em África de forma directa têm sido monitorados e mediados por Angola, exemplo concreto foi a elaboração do protocolo que pôs fim às tensões entre o Uganda e o Rwanda, protocolo este que foi assinado em 2019 em Luanda sob a mediação de Sua Excelência Presidente João Lourenço, tal igual em 2022 Angola ajudou a evitar uma possível escalada militar entre a RDC e o Rwanda.

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