A diplomacia é um dos instrumentos mais importantes dentro das estratégias políticas do governo de uma Nação, mas se tivéssemos de escolher ou decidir entre manter abertas as nossas instituições diplomáticas em vez de continuarmos com todas essas desordens dentro das nossas Embaixadas, seguramente o povo angolano diria que é melhor extinguir o MIREX por ser um Ministério praticamente inoperante, não há resultados e não há trabalho político-diplomático sério, os nossos funcionários diplomáticos são incapazes e mal formados.
Justamente quando merece e deve ser? João Lourenço não deveria perder tempo escondendo a sua incompetência, que já está mais do que escancarada, com essa tentativa de deturpação do sentido da aplicação do respeito e de assassinato do direito de opinião.
Carvalho afirma que “a vida enquanto processo é um suceder de crises, pois, neste processo, estamos sempre diante de novos desafios, de novas situações, de novos problemas”, passa – se por altos e baixos, conquistas e derrotas, mas devemos ter a capacidade cognitiva suficiente para contornar obstáculos e realizar proezas.
Apesar do país viver amordaçado anos a fio, apesar de roubado e assassinado sem piedade, e de ser desposado de quaisquer direitos, sem condições de se defender dos ataques de seus algozes opressores, ainda assim a esperança não morreu e o sonho de ser livre continua de pé.
As transformações ocorridas na governação instituída por JLO, têm colocado o MPLA no limiar de uma crise singular na sua história. No campo da política e da economia, tais transformações têm sido nefastas, causando impacto de maneira significativa na estrutura do partido.
O jornalista Gaspar Santos, agora tratado como Hilário Alemão no julgamento em curso do chamado “caso GRECIMA”, incluiu, especificamente, as estações televisivas lusas SIC Notícias e TVI entre os beneficiários do dinheiro com que o Executivo de José Eduardo dos Santos procurava calar a boca às vozes que lhe eram (ou tomava como) hostis.
Entrou com a promessa de reformador, mas a crise económica, a continuação dos abusos entre os poderosos e a violência policial durante a pandemia criaram um rasto de manifestações e mortes. O seu silêncio é entendido como cumplicidade.
A tamanha incompetência por parte dos diplomatas angolanos e da administração geral do MIREX espelha a triste realidade da nossa política externa, onde embaixadores, cônsules gerais e adidos não conseguem corresponder com as aspetactivas daquilo que são as exigências diplomáticas, também sendo que os funcionários diplomáticos e consulares, muitos deles carecem de formação universitária político-diplomática de alto nível.