Sob o lema “Angola! É Possível”, o líder do maior partido da oposição destacou a necessidade de sensibilizar os cidadãos através do diálogo e da proximidade, defendendo que a transformação política depende da capacidade dos angolanos de participarem conscientemente no processo democrático.
Na publicação, Adalberto Costa Júnior afirmou que a missão dos seus apoiantes passa por “despertar a consciência” dos cidadãos, através de conversas com colegas de trabalho, vizinhos e jovens que manifestam desconfiança ou falta de esperança relativamente ao futuro do país.
Segundo o dirigente da UNITA, o contacto directo com os eleitores continua a ser uma das principais ferramentas para contrariar aquilo que considera ser a influência do partido no poder sobre a sociedade. “É no corpo a corpo da confiança que se quebra o controlo do regime sobre as consciências”, escreveu.
O líder da oposição sustentou ainda que, apesar de o Estado controlar instituições públicas, a decisão de voto permanece uma escolha individual e livre. Na sua mensagem, apelou aos cidadãos para que preservem a independência da sua consciência e não permitam que a sua opção política seja condicionada.
Adalberto Costa Júnior defendeu igualmente que a participação de cada cidadão, independentemente da dimensão do seu contributo, pode desempenhar um papel determinante no futuro político do país. Comparando o processo de mobilização a uma “semente da mudança”, o presidente da UNITA afirmou que o momento exige perseverança, organização e trabalho contínuo.
A publicação surge numa altura em que os partidos políticos começam a intensificar a preparação para as eleições gerais previstas para 2027, num contexto marcado por debates sobre governação, condições sociais e o funcionamento das instituições democráticas em Angola.
Na mensagem, o líder da UNITA concluiu com um apelo à esperança e ao envolvimento activo dos cidadãos, defendendo que o diálogo e a participação política são instrumentos fundamentais para a construção de uma alternativa de governação no país.
“Falemos, convençamos, inspiremos”, escreveu Adalberto Costa Júnior, terminando a sua intervenção com uma mensagem de confiança no futuro de Angola.

