Quarta, 01 de Abril de 2026
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Em Angola, a retórica política frequentemente se distancia da realidade vivida pelos próprios governantes. É comum ver políticos locais inaugurando escolas e hospitais com grande pompa, prometendo melhorias significativas no sistema de saúde e na educação do país. No entanto, quando adoecem ou precisam garantir uma educação de qualidade para seus filhos, muitos desses mesmos políticos optam por buscar tratamentos médicos e instituições de ensino no exterior.

Quinta, 05 Setembro 2024 14:48

João Lourenço do lado errado da crise

O MPLA está em crise. É um facto. Ninguém pode mais negá-lo. Também é verdade que as raízes ou as consequências dessa crise podem ser analisadas sob várias nuances. Uns adiantam-se a antecipar a erosão do regime.

Na complexa teia da política, muitas vezes encontramos personagens que, impulsionados pela oportunidade e pelo acaso, são elevados a posições de poder sem o devido mérito ou preparo. Este é o caso de um político indeciso, cuja ascensão ao posto de comissário não apenas revela a falta de coerência em suas decisões, mas também expõe a ingratidão que pode emergir quando a ambição supera a lealdade.

Numa altura em que mais uma vez se apresenta uma oportunidade para se mudar Angola para o melhor e que vontades parecem voltar a polarizar-se sobre personalidades entre as quais encontraríamos um salvador da pátria, a minha ideia é que isso é um erro.

Segunda, 02 Setembro 2024 17:13

A voz dos mais velhos

O poder de José Eduardo dos Santos no MPLA foi construído ao longo de trinta e sete anos. Ao longo desse período, JES teve tempo para tudo: afastar concorrentes internos, fazer aliados e lealdades, promover uma nova geração de dirigentes e iniciar o processo de democracia interna, com a inclusão nos estatutos das múltiplas candidaturas.

A revelação sobre o que deverá ser o tema predominante do Congresso que João Lourenço decidiu realizar em Dezembro próximo. Afiançam as fontes deste jornal que o presidente do MPLA se sente isolado.

A decadência do MPLA é um processo irreversível. Pode ser retardada (com recurso a miríades de maracutaias), mas é impossível revertê-la.

Álvaro de Boavida Neto, Higino Carneiro e Julião Mateus Paulo ‘Dino Matross’, até prova em contrário, ganharam legitimidade para protestar contra qualquer um que os junte entre os cobardes da ‘velha guarda’ poderosa do MPLA. Em momentos diferentes e de formas distintas, os três decidiram opor-se publicamente ao chefe da vez.

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