Organizações da sociedade civil angolana condenaram hoje o corte da internet verificado sábado, em Angola, no período em que várias províncias protestavam contra a subida do combustível e das propinas escolares, considerando a medida uma atitude antidemocrática e ditatorial.
A Polícia angolana fez um balanço positivo da manifestação de estudantes contra o aumento das propinas, realizada hoje em Luanda, indicando, porém, que o protesto ficou marcado pelo aproveitamento de “um grupo de arruaceiros”.
Centenas de angolanos protestaram hoje em Luanda contra o aumento das propinas, do combustível, dos serviços do táxi e da precariedade das famílias, acusando as autoridades de insensibilidade ao clamor do povo e criticando impedimentos da polícia.
O ativista Osvaldo Kaholo foi detido pelo SIC por suspeita de rebelião e apologia ao crime, após organizar protestos contra o aumento dos combustíveis em Angola, que resultaram em feridos e detenções.
A Amnistia Internacional instou hoje as autoridades angolanas a respeitar e garantir o direito à liberdade de reunião e que as manifestações de 19 e 26 de julho, "contra o elevado custo de vida", sejam facilitadas e protegidas.